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Segunda, 04 Novembro 2013 12:33

“O Ciclo do Capital”

O  Capitalismo é assim e as teorias de  mercado  em   que ele se fundamenta para ser um regime que dá preferência ao Capital  funcionam sem discriminar o que é bom e o que é mau: o acúmulo de lucro ou de  capital pode vir de onde vier, não importa se seja na produção ( trabalho de verdade que dignifica o ser humano); não importa se esse capital é especulativo ( em que se vê o sacrifício do homem e/ou da natureza); o importante é gerar lucros.

O  Capitalismo é assim e as teorias de  mercado  em   que ele se fundamenta para ser um regime que dá preferência ao Capital  funcionam sem discriminar o que é bom e o que é mau: o acúmulo de lucro ou de  capital pode vir de onde vier, não importa se seja na produção ( trabalho de verdade que dignifica o ser humano); não importa se esse capital é especulativo ( em que se vê o sacrifício do homem e/ou da natureza); o importante é gerar lucros.

O direito a propriedade privada tem como fundamento esse princípio: os lucros podem vir de onde for necessário, suas consequências  é que serão tidas como um problema de externalidade  a ser resolvido por todos: o chamado setor público. Desde que este não atrapalhe e não coíba aquele direito! Direito sagrado e sacrossanto, máxima  de um tripé ( propriedade, família  e tradição) defendido  por uma burguesia neoliberal, mas com uma herança mais conservadora daqueles que derrubaram a monarquia francesa.

É preciso que se diga que família e tradição é só um moralismo para enquadrar a classe trabalhadora e reivindicadora no seu lugar, como  bois que deveram dormir anestesiados. A anestesia  é só para  estender o que aqui estamos discursando, porque todos sabemos qual é. Porque de vez enquanto  o produto anestésico precisa  se adaptar, mas quando aquela massa  de explorado conquista o espaço e adota como filosofia   a verdadeira “religião” de uma sociedade, a anestesia aparece na forma mais reacionário a contradizer as massas e defendendo o que foi derrotado. Em substituição ao anestésico, tido mais como uma droga que engana a todos nós,  o sábio dizia:  “Da mesma forma que  a filosofia  tem seu objetivo material  no   proletariado; o proletariado  tem seu  objetivo espiritual  na filosofia”.  É talvez um lema, corolário, teorema mais avançada de filosofia, muito além do  nosso tempo, que eu ( pessoalmente)  mais  tenha lido em toda minha vida e meditado sobre a mesma. É fantástico só de pensar que é muito mais útil fazer filosofia  e meditar fazendo filosofia do que perder tempo  em rezar. Todas as perguntas sobre o universo, mesmo sem respostas, cabem e são mais justas, do que ficar repetitivamente lendo versículos de um livro que inibi a razão e o bom senso.

Falamos de consequências lá em cima  em algum  dos parágrafos anterior, diante destas:  o interessante em tudo isso é que  o  sistema se regenera fazendo das consequências e de todo tipo de externalidades produtos de mercados entregue  a este  para fazer dos mesmos serviços ou bens que gerarão novos lucros. O ciclo pode ser infinito teoricamente, mas a natureza  e a capacidade do homem em suportar as desgraças geradas por lucros gerados pelo capital  têm limites e provocam exaustão a ambas entidades: homem e natureza.

O Capital gerado pelo capitalismo corrupto angolano não é tão diferente! É igual aquele que tantas guerras provocou  à  Europa; igual ao capital que tantas intervenções imperialistas ( vindo da Europa ou não) provocaram mundo a fora, promovendo guerras, extermínios e genocídios. Igual ao capital que tanta fome gera nesse mundo de 7 bilhões de habitantes e que, além disso, suas externalidades negativas produzem também problemas ambientais.

O que intriga agora é que é deste  Capital que se quer criar uma classe rica e poderosa em Angola. A pergunta que não cala é: a quem esta, agora, devera sacrificar?

Não seria melhor promover a construção de uma nação poderosa? Para isso é preciso promover o espirito social baseado num tripé( solidariedade, educação e distribuição de renda) diferente daquele  que  José Eduardo dos Santos,  um excomunista  ( se estou mentindo que me chamem de mentiroso), agora, quer nos convencer que é a melhor opção que levará ao poder  a nação que se deseja construir.

Nossa irritação, descontentamento e desacordo é que o discurso do Presidente em resposta  à corrupção de que seu Governo é acusado por todos, interna e externamente, da carta branca a uma classe de capitalistas e burgueses, que além  de privilegiados, são  sabidamente corruptos, para que esses possam proceder  e executar os instrumentos que cabem ao capital para que se explore  e se marginalize ainda  mais a grande massa de angolanos  trabalhadores  e pobres.

Ao Presidente temos a dizer que é preciso não se  esquecer  que   a  independência do país foi conquistado por estes e  para  estes. Em que um dia ele já fez parte! E com certeza chegou ao poder representando essa massa de trabalhadores, operários  e  camponeses angolanos.

A gratidão também é virtude  que deveria ser atributo de  um homem ponderado e  “clarividente” como JES.

Nelo de Carvalho

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