Sábado, 08 de Agosto de 2020
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Quarta, 01 Julho 2020 10:43

Discurso de João Lourenço me deixou a sensação de um mimoso que quer ser empanturrado de mimos

Se eu estiver errado sobre os conceitos que tenho sobre insultos e calúnias espero que me corrijam. Pois os meus leitores também devem estar aqui para isto e não só para me aplaudir elogiando se são na verdade bem intencionados.

INSULTO

O conceito que eu tenho de insulto, trata-se de um substantivo masculino comportamento, atitude, gesto desrespeitoso, ofensas e ultraje proferidos contra a reputação de alguém. O sinônimo de insulto que aprendi lá na escola nos padres onde andei na missão católica da Cazenga sem nunca ter passado por um liceu, também é ainda provocação, afronta, desfeita e ofensa.

E em nossas vidas exemplos de insultos justamente ou injustamente são os que existem de sobra. Mas essa de João Lourenço alegar de que tem havido insultos e calúnias é conversa de um mimoso que quer ser empanturrado de mimos.

CALÚNIA

É uma palavra que vem do latim (calumnia) que significa (falsa acusação). Mas como não estou para dar aulas vamos ao que interessa senão teria que explicar aqui ainda sobre a diferença entre calúnia, difamação e injúria.

Nós todos os que escrevemos jornalistas, não jornalistas e simples amadores quaisquer como eu. Cada um de nós é responsável ou deve ser pelo que escreve e torna público, não acredito que haja entre nós alguém que não esteja contando em poder ser contrariado ou seja desmentido.

No meu caso pessoal quando escrevo e torno algo público embora nem sempre abrindo o jogo completamente por delicadeza de alguns assuntos. Quem sabe se calhar por conhecer coisas que não passa pela cabeça de muita gente e até mesmo de grande parte dos governantes. Tem um pouco haver com a minha passagem pela contra inteligência militar como oficial operativo.

Mas seja como for já que as redes sociais são um livro aberto, quem me quiser contrariar em algo que público está no seu legítimo direito de o fazer. Mas que o faça de forma convincente, credível sem fantasias e nem coloridos, e que se preparar também para não ferver em pouca água.

Pois é natural ao longo do debate páginas poderem ser abertas sem quer por mim, e se entornar o caldo todo também sem querer provocando xinguilamentos, rugir de supostos leões feridos e ranger de dentes.

O DISCURSO

Como assim insultos e calúnias?

Quando se diz que João Lourenço por exemplo se tornou milionário graças ao José Eduardo Dos Santos não se vê aqui nenhum insulto nem calúnia é uma realidade e os factos falam todos por si mesmos.

Se considerando que até hoje nunca conseguiu e nunca vai conseguir provar aos angolanos o contrário. Não ser que nos conta a lenda dos ovos da tartaruga ou de cobra quem sabe, já que a Isabel diz ter começado vendo ovos de galinha.

Quando se diz que sua estratégia de governação do país baseada claramente na política do quem fez a merda tentar limpá-la, que já se transformou numa autêntica borrada nojenta e arrepiante onde está aqui insulto e calúnia?

Quando especialistas e homens que dominam o dossier justiça reprova Angola como um Estado de Direito. Justificando justamente o sistema judicial angolano em como sendo uma autêntica farsa. Como fez o conceituado jurista Fernando Macedo recentemente em debate público há aqui algum sinal de insulto ou calúnia?

Quando a nação inteira reclama e grita unidos como se tivessem cantando o hino nacional alegando de que a situação piorou e que nunca esteve assim tão má como agora, será que alguém nota aqui algum insulto ou calúnia?

Quando se denuncia quase todos os dias os escândalos que somam e seguem dos Kapapinhas dos Manicos e de outros tantos, todos eles com nomes e sobrenomes nem por isso desconhecidos dos angolanos.

Na maioria dos casos eles mesmo já nem precisam desmentir. Nem se quer alugarem bocas para o fazer, será que alguém ainda dono de todas as suas faculdades mentais nota mesmo aqui algum insulto e calúnias?

Continuarei

Por Fernando Vumby

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