Domingo, 19 de Janeiro de 2020
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Sábado, 11 Janeiro 2020 13:12

João Lourenço entregue de bandeja sem concurso público «Angola Telecom» a milionário egípcio

São denúncia de Sindika Dokolo que dá conta de uma alegada adjudicação directa de "Angola Telecom", com autorização do Titular do Poder Executivo João Lourenço, sem concurso público a milionário egípcio Naguib Sawiris.

Num despacho presidencial divulgado no passado dia 08 de novembro de 2019, João Lourenço autorizou a subconcessão dos serviços móveis da Angola Telecom, a terceira operadora do país, à empresa Angorascom Telecomunicações, S.A. do milionário egípcio.

De lembrar que o Presidente João Lourenço na luta contra a corrupção anulou no início do seu governo os contratos do governo anterior pelo mesmo motivo, hoje as empresas angolanas estão sendo entreguem aos amigos sem concurso público, não pode existir expressão 'dois pesos, duas medidas' neste governo ou não podemos aplaudir erros do actual Governo só porque no tempo de José Eduardo dos Santos também se cometia. Se pretendemos pôr o país nos carris, não podemos aplaudir os mesmos erros do passado sob pena de continuarmos a cair no abismo. Ou pretendemos ser uma verdadeira nação ou vamos sempre tentar ser país, disse o jornalista Carlos Alberto.

Esta semana a consultora EXX Africa considerou que os irmãos José Filomeno e Isabel dos Santos são os "bodes expiatórios" de uma campanha governamental para convencer os investidores internacionais a apostar em Angola, apesar de a corrupção se manter generalizada.

"O julgamento de Zenu dos Santos tem todos os contornos de um 'julgamento de fachada' que é politicamente motivado para satisfazer as exigências dos investidores relativamente a passos concretos contra a corrupção, e o único objetivo aparente é acusar e prender o filho do antigo Presidente como bode expiatória da corrupção do passado", escreveu o diretor da consultora, Robert Besseling, no seu relatório.

Como diz o lider da UNITA, Adalberto da Costa Júnior "não queremos uma justiça direcionada, não é bom perseguir os cidadãos", destacando que a lei tem de ser aplicada por igual a todos os cidadãos e apelando: "deixem de nos enganar"

Os angolanos estão assistir o mesmo filme do governo anterior, mas com outros autores, em 2020 vão assistir as privatizações de fachada das empresas publicas e João Lourenço não está preocupado com as suas promessas, vai sempre a enganar os menos avisados.

Por João Carvalho Vunge

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