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Polícia Portuguesa: ressuscitou o fantasma do racismo contra angolanos indefesos do bairro da Jamaica em Lisboa

Polícia Portuguesa: ressuscitou o fantasma do racismo contra angolanos indefesos do bairro da Jamaica em Lisboa

A persistência do racismo nas sociedades europeias exige o compromisso do reflexo sobre o legado da nossa história para compreender o que deste passado perdurou no mundo de hoje. O termo racismo terá sido introduzido por Drumont em 1897, para justificar a doutrina segundo a qual, procura – se fundamentar os preconceitos raciais estabelecidos numa hierarquia política, cultural e moral, entre grupos humanos biologicamente definidos.

Por João H.R. Hungulo

As condições gerais de racismo, encontram – se sem dúvidas, na frequente hostilidade entre grupos diferentes de diferentes tradições nacionais, neste âmbito, os agentes da Polícia de Segurança Pública de Portugal, que se terão movido como cães à solta para atacar as suas vítimas angolanas indefesas, sem nenhum pendor de humanidade evidenciou racismo, por não haver limites físicos plasmados pela lei, aliás, a tortura, não é evidenciada pela lei, a tortura pública é um acto contra os direitos do homem na circunscrição conferida pela ONU.

A repulsa à tortura significa, pura e simplesmente, a afirmação de que todo ser humano tem o direito de ser reconhecido como pessoa no mundo, não importa a cor de pele que possua. O abandono desse princípio pela PSP, imputando a tortura contra angolanos no bairro da Jamaica em Lisboa, deu um morro no estômago à constituição da ONU, e deixou sobre o tapete toda a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Não por coincidência, mas por fidelidade doutrinária, a proscrição da tortura e o reconhecimento de todo ser humano como pessoa, aparecem lado a lado, na Declaração Universal dos Direitos Humanos: artigos 5 e 6. Parece que o pensamento português permanece arcaico e na idade da pedra, ao trazer as teorias de superioridade da raça admitindo as ideologias de Rena e Taine na sua evidência prática de oprimir e perseguir pessoas de raça negra ou inversa à branca.

O racismo e seus tradicionais efeitos, rotineiros, consabidos em Portugal, constituem um terreno armadilhado contra o bem – estar dos angolanos ali existentes. É sabido, que Portugal tem o maior número de angolanos no mundo inteiro, a expressão: “Portugal é a terra mais habitada por angolanos”, não tombou dos céus, nem sequer emergiu das profundezas oceânicas do pacífico ou do atlântico. Porém, não os dá direito à tortura, nem ao desdém de alguém por ser negro. Nada os tenha de resultar em razão ao seu alcance para engendrar actos hediondos perpetrados pela Polícia de Segurança Pública (PSP).

Partimos tristes com uma exposição do racismo em banda pública, e contra uma família completa, batida como lebres à serem mastigadas por chacais numa selva. Acreditamos que mesmo cães, merecem o mínimo de dignidade, enquanto mais seres humanos? O que fizeram de tão grande para merecerem tamanha humilhação pública e irracional? Esse racismo da PSP expõe a baixeza da desgraça moral da política portuguesa, pois que a ascensão da civilização do homem, não permitiria mais tal tragédia de extrema relevância anti – humana e pro – racista, como se estivessem a ressuscita Führer Adolf Hitler com todas as suas ideologias e rancor vestido à nazismo. Porque torturar outrem somente por possuir tom de pele diferente da sua? Será pois, parafraseando Nelson Mandela “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”. Agora, ando mais que certo de que Portugal rompe contra si mesmo, contra o seu próprio princípio de unidade lusófona, e cria um foco com os países africanos, afinal, de contas, a África Portuguesa, é apenas habitada por negros, há escassos brancos lá. Quiçá Cabo-verde faça uma excepção, porém, ainda assim estão aos miúdos brancos em Cabo-verde. Na verdade, Angola, é o País que mais veicula a própria língua portuguesa, à superar Moçambique, Cabo-verde, São Tomé e Príncipe, Brasil, Ilhas Maurícias, e, se houver um milagroso assunto, nas profundezas oceânicas onde a vida seja apenas possível por aquáticos, talvez.

Ou será que os portugueses não sabem que a escravatura com a sua petulância do social darwinismo foram sepultadas em 1975 quando à deriva correram de Angola onde estavam situado por vontade da Revolução dos Cravos a que terá deposto o regime de Salazar e imputado Espínola?

Perderam será os agentes da PSP o rumo? Continuam a desfraldar a bandeira da ditadura Salazarista que maculou com o ferro a pele do negro, e torturou com o ódio qualquer um que não seja branco? Não, não pode ser (…), tiveram os nossos heróis como Viriato, Pinto de Andrade, Matias Migués, Agostinho Neto, Jonas Savimbi e Holden Roberto a razão suficientemente elevada para se levantarem contra tal regime racista e tirano, que continua a fazer milhares de vítimas espalhadas no mundo.

A discussão sobre preconceito e discriminação racial ainda não ocupa o devido lugar de relevância na sociedade portuguesa, pois é relegado a um segundo plano, principalmente na esfera social, lavar pratos nos hotéis continua sendo a ocupação mais exercida por negros. O acto que terá tomado conta do bairro Jamaica é o mais sublime princípio de insanidade moral, e, retrocesso intelectual da PSP, que ao invés da razão usa a força, o que faz com que os tiranos policiais que façam dos angolanos em Portugal cobaias para o ensaio de bofetadas e conta – pés.

Portugal continua no velho legado de Salazar, este não sarou as feridas da escravatura. Os actos de liberdade para os negros pertencem mais no domínio dos sonhos do que da realidade. O vírus do racismo destruidor da liberdade negra não para de expandir em Lisboa, tal é o exemplo que fez 5 pessoas na mesma família vítimas de tortura e de prisões sem escrúpulo, por uma polícia tirana e caduca nas leis da antiga PIDE, que perseguiu a entidade humana para as sacrificar, como Cristo foi levado ao calvário para ser sacrificado pelos soldados romanos. A tortura em Portugal, segue e soma, e, desta vez, foram os residentes da Jamaica as vítimas infectadas pela ditadura policial, onde uma família mereceu as cruéis lições dadas pela palmatória do racismo de uma Polícia caduca que ainda usa as leis da PIDE em pleno século XXI.

Racistas e xenofobistas, uma grande vergonha para a CPLP e até para a humanidade hoje.

Assistir ainda o exacerbado atraso de gente que diz ser ocidental, porém, faz fé de actos da idade da pedra, dos tempos das guerras de Kwata – Kwata, dos tempos do Comércio Triangular, onde o negro seria posto à dispor de uma mercadoria. Senhores racistas, o tempo da escravidão já há muito fechou os seus portões, é hora, de Portugal soltar – se do atraso mental, moral, intelectual, racial, retardado e odioso, e, posicionar – se no caminho certo, esquecer o passado e unir os países que foram suas colónias, posicionar – se como uma mãe que acolhe os seus filhos, tal quanto faz a França, faz a Inglaterra, decerto faria Itália e Alemanha se tivessem colónias, não o fazem por serem desprovidas de colónias.

Não é a toa, que em países como no Brasil, falar de Portugal cause um enjoo à todos, e em toda parte, com uma repulsa emergente, é por causa dos excessos que destes advêm, que querem torturar gente alheia por cor, etc. Mesmo que do País citado também haja racismo, Portugal exagera na sua dose de racismo. Deveria se posicionar na esfera do País que sempre foi o primeiro, deveria manter a unidade das suas ex – colónias, ser um País acolhedor, pois é nas palavras do Santo Padre Dom Vite “Conhecer a língua de um povo, é conhecer a sua cultura”, e, sabemos que todos os países lusófonos falam português, não se sabe precisar os extremos que tomam norte na esfera da polícia portuguesa, ao ponto de os elevar à acto de carácter hediondo.

Portugal deve parar de valorizar a raça para valorizar o ente humano, mesmo que não lhes seja possível o convívio social na diversidade, ao menos que seja possível o respeito das diferenças, será como afirma Augusto Cury “O sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças.”

Será que o chamado espírito da nação em Portugal está forjado com base no factor raça?

Afirma – se pois que a integridade dos Países lusófonos está em causa, a ser Portugal o pioneiro racista, que continua na linha da frente a minar a vozes da unidade em nome do racismo doentio, e da acção de polícias xenofóbicas, que batem, maltratam, cospem, torturam aos angolanos somente por estes possuírem cor negra, decerto que não farão à um francês, a um Inglês, a um alemão, e nunca a um americano, tal acto foi cometido por tratar – se de serem negros, se fosse o inverso, decerto que o tiro já os sairia na culatra.

O imaginário do colectivo lusófono corre sérios riscos, se esta concepção irracional de natureza racista se manter em pé, que visa glorificar em torno da raça branca e trazer a memória de Salazar e talvez de Ku Klux Klan que se incute no acto da contaminação perigosa de actos violentos contra a raça negra.

Será que, a legislação portuguesa legitimou a prática de atitudes racistas e de afronta à dignidade da pessoa humana? A actuação do direito penal no contexto do racismo; e à luz da criminologia anti - racista, o avanço da legislação anti-racista na ONU, alicerçada em princípios constitucionais, em especial os crimes de injúria racial e racismo, tipificados na legislação da ONU, como instrumentos de confronto do racismo perderam a voz em Portugal? Ou foram feitos somente para escapulir da percepção internacional de que Portugal é contra o racismo?

Porque angolanos como Luaty Beirão e Rafael Marques, etc, não levantam as suas vozes em defesa dos direitos humanos que dizem clamar? Para propender – se contra o regime vestem – se de coragem e ira à dimensão de um anjo vindo dos Céus, então deveriam fazê – lo também agora. Pois, aqui está um acto que merece bastante energia para reprová – lo, com a proporção de um oceano, quiçá, de todos os Países lusófonos à exaltar – se revoltas populares contra quão ofensiva racista que se viu assistir à mando de um rancho de polícias xenofóbicas em Portugal.

É claro que, não nos situamos hoje no Estado Novo de Salazar, onde ser negro, era suficientemente capaz de evidenciar uma tortura progressiva na Metrópole.

Temos de levantar todos nós angolanos, contra este acto de cunho hediondo como o que fez vítima os nossos irmãos em Portugal. Os angolanos não devem colocar cadeados na língua por se tratar de cidadãos comuns à serem torturados e maltratados em Portugal.

É pois, o momento de Luaty Beirão e Rafael Marques que têm os excessos do verbo para destilar o seu veneno contra esses racistas da PSP, que não tiveram a única caridade sequer na prática que realizaram, tendo por feito um evento odioso de cunho severamente hediondo, um crime contra a humanidade marcado pela expressão nazista do racismo que degenera o homem somente por possuir tom de pele diferente.

HAJA LUZES SOBRE AS TREVAS!

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