Sábado, 11 de Julho de 2020
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Terça, 26 Mai 2020 14:14

Líbia: EUA dizem que Rússia enviou aviões de caça para apoiar marechal dissidente

Russian MiG-29 Fighters Russian MiG-29 Fighters

A Rússia deslocou recentemente 8 aviões de caça para a Líbia destinados a apoiar os mercenários que combatem no terreno ao lado do marechal dissidente Khalifa Haftar, acusaram hoje as Forças Armadas dos Estados Unidos.

De acordo com as informações, seriam seis caças do tipo MiG 29 e duas aeronaves Sukhoi Su-24, que teriam chegado à Síria escoltados por dois aviões SU-35 da Aviação da Rússia.

“A Rússia tenta claramente fazer pender a balança a seu favor na Líbia, à semelhança do que fez na Síria intensifica o seu envolvimento militar em África utilizando grupos de mercenários apoiados pelo Estado como o grupo Wagner”, referiu em comunicado o general Stephen Townsend, comandante das forças norte-americanas em África, a partir do seu quartel-general sediado em Estugarda, na Alemanha.

Os aviões de combate russos de quarta geração “chegaram à Líbia a partir de uma base aérea russa após terem transitado pela Síria, onde pensamos que terão sido pintados de novo para dissimular a sua origem russa”, indicou o comando africano do exército norte-americano, que também pretende denunciar uma violação do embargo da ONU às armas no país assolado por uma guerra civil, e as promessas de não intervenção num conflito interno.

“Observámos todas as etapas da deslocação dos aviões de caça russos na Líbia”, acrescentou, sublinhando que provavelmente se destinam a “conceder ao grupo Wagner um apoio aéreo próximo e disparos ofensivos”.

Khalifa Haftar, o homem forte do leste da Líbia, conduz há mais de um ano uma ofensiva destinada a subjugar a capital Tripoli (oeste), a sede do Governo de Acordo Nacional (GAN) reconhecido pela ONU.

Os combates alastraram rapidamente a sul da capital, enquanto as forças de Haftar têm registado nas últimas semanas diversos reveses.

A Rússia sempre desmentiu o seu envolvimento no conflito.

No entanto, um relatório de peritos da ONU elaborado no início de maio confirmou a presença na Líbia de mercenários do grupo Wagner, considerado próximo do Presidente Vladimir Putin. Segundo o GAN, várias centenas ainda permanecem no terreno.

O exército norte-americano prevê que esteja em preparação “uma nova campanha aérea” no país com “pilotos mercenários russo que voam em aparelhos fornecidos pela Rússia para bombardear os líbios” e assumir o controlo de bases aéreas na costa.

Os dois atuais poderes rivais são apoiados por diversas potências estrangeiras.

Os Emirado árabes Unidos e a Rússia apoiam o campo Haftar, enquanto a Turquia intervém militarmente junto do GAN. Ao beneficiarem do apoio turco, as forças pró-GAN registaram nas últimas semanas diversos sucessos militares, em particular devido à sua superioridade aérea.

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