Quinta, 19 de Setembro de 2019
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Segunda, 09 Setembro 2019 16:31

Estado angolano vende cinco fábricas na Zona da ZEE por USD 16 milhões

Dezasseis milhões de dólares norte-americanos (AKz 5,4 mil milhões) é o valor que Estado angolano arrecadou com a privatização integral de cinco unidades industriais instaladas na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda/Bengo, inoperantes há 10 anos.

A projecção inicial era arrecadar 80 milhões de dólares norte-americanos (14,6 mil milhões de kwanzas), mas o mercado a acabou por ditar o valor final das aquisições.

As unidades foram vendidas no quadro do processo de privatização de activos do Estado, que chegou a investir nas cinco unidades 30 milhões de dólares, de acordo com dados avançados hoje pelo conselho de administração do Instituto de Gestão de Activos e Participação do Estado (IGAPE).

Trata-se da privatização da Carton, Indugidet, Juntex, Univitro e Coberlen, alienadas pelo Instituto de Gestão de Activos e Participação do Estado (IGAPE), que fez a entrega nesta segunda-feira das primeiras chaves aos novos proprietários, após assinatura dos contratos de aquisição.

A cerimónia foi orientada pelo presidente do conselho de administração do IGAPE, Valter Barros, testemunhada pelo presidente da Zona Económica Especial (ZEE), Henriques da Silva, representantes da Sonangol e investidores.

A Carton, unidade para embalagens de caixas, foi adquirida pela empresa Angolissar, por 100 milhões e 220 mil kwanzas, contra a proposta inicial do IGAPE, de três mil milhões, 26 milhões, 326 mil e 177 kwanzas.

A Indugidet, fábrica de produtos de higiene e detergentes, foi comprada pela empresa Azoria, no valor de três mil milhões, 337 milhões e 200 mil kwanzas contra seis mil milhões, 82 milhões 193 mil e 503 kwanzas em termos de preço de referência.

Já a indústria de argamassa para assentamento e revestimento de paredes, a Juntex foi vendida ao preço de 225 milhões de kwanzas à empresa Ecoindustry, dos mil milhões 121 milhões 54 mil e 249 kwanzas propostos.

A Univitro, a única em funcionamento do total das cinco, foi alienada à empresa Zeepack, no valor 555 milhões, contra dois mil milhões, 689 milhões, 453 mil e 498 kwanzas.

A Zeepack também pagou a compra da Coberlen, unidade para fabrico de cobertores, tendo investido para sua aquisição 295 milhões de kwanzas contra mil milhões 685, milhões 477 mil e 221, como preço de referência.

Para a segunda fase deste processo de privatizações estão previstas outras 25 unidades industriais da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda Bengo, de um total de 52 unidades instaladas.

Valter Barros, gestor do IGAPE, referiu na ocasião que as unidades foram avaliadas há muito tempo e as condições em que foram avaliadas na altura não são as mesmas de hoje.

“Quando lançamos o concurso colocamos o preço de referência resultante desta avaliação que foi feita já há cincos. O mercado acabou por ditar as ofertas dos preços que recebemos dos investidores”, justificou.

Para o responsável, se forem privatizadas e entrarem em funcionamento entre 45 a 50 unidades, será um “grande” ganho para o Estado angolano em termos de oferta de postos de emprego, sendo o principal objectivo deste processo.

Levantamento exaustivo é necessário

Os novos proprietários das fábricas admitiram ser necessário um levantamento “exaustivo” do estado dos equipamentos instalados nas unidades fabris, tendo em conta o período em que se encontram inoperantes.

“Temos que ver se as máquinas funcionam e só depois disso podemos falar sobre a data do arranque da fábrica, mas espero ainda este ano dar início”, disse Carlos Nelson Giovetti representante da empresa AZORIA , que adquiriu a Indugidet, fábrica de produtos de higiene, detergentes, por mais de três mil milhões de kwanzas, contra os seis mil milhões propostos pelo IGAPE.

O representante da empresa Ecoindustry, que adquiriu a Juntex, outra unidade fabril que esteve inoperante por muito tempo, também tem o mesmo posicionamento que consiste em fazer primeiro um levantamento exaustivo do património da fábrica.

De acordo o seu represente, Paulo Jorge Vieira dos Santos, a empresa pode investir quase o mesmo valor da compra do espaço, 225 milhões de kwanzas.

Mohamed Ali Fadel, representante da empresa Angolissar, que alienou a Carton, referiu que passos serão dados para que este imóvel abra, em breve, apontado o estado dos equipamentos como sendo um dos impasses que pode condicionar a abertura.

“Pelo trabalho preliminar já feito, parte do material pode ser aproveitado, mas a maior parte deve ser adquirido” , avançou Mohamed Ali Fadel.

A ZEE é um espaço dotado de benefícios fiscais e vantagens competitivas, uma propriedade do Estado com 21 reservas, sendo sete industriais, seis para agricultura e oito para actividade de exploração mineira.

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