Segunda, 06 de Julho de 2020
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Terça, 30 Junho 2020 15:16

BPC vai encerrar 53 pontos de atendimento no país

O Banco de Poupança e Crédito (BPC) vai encerrar este mês 53 pontos de atendimento em Angola, entre os quais agências particulares, centros de empresa e postos, decisão tomada “no âmbito do processo de redimensionamento da rede de agências”.

Num comunicado divulgado terça-feira no portal da instituição financeira estatal, o BPC referiu que irá encerrar oito agências particulares, três centros de empresa e 42 postos de atendimento a partir de 13 de julho.

A medida irá afetar pontos de atendimento nas províncias de Luanda, Cunene, Cuanza Sul, Benguela, Huíla, Namibe, Cuando Cubango, Malanje, Uíge, Cabinda, Lunda Sul, Moxico e Bengo.

Segundo a nota, a província de Luanda, capital do país, será a mais afetada, com o encerramento de 22 balcões, seguindo-se o Cunene, com oito, Cuanza Sul, cinco, Benguela, quatro, e Huíla, com menos três pontos de atendimento.

As províncias de Namibe, Cuando Cubango e Malange terão, cada uma, menos dois postos de atendimento, ao passo que em cada uma das províncias de Uíge, Cabinda, Lunda Sul, Moxico e Bengo será encerrado um balcão do BPC.

No início do mês, a administração do BPC anunciou que pretende despedir cerca de um terço dos trabalhadores do banco durante os próximos três anos, prevendo indemnizações na ordem dos 18 mil milhões de kwanzas (28 milhões de euros).

Segundo o administrador executivo Vitor Cardoso, o BPC conta atualmente com 4.820 trabalhadores e prevê um pacote indemnizatório de 18 mil milhões de kwanzas, de acordo com o que prevê a lei do trabalho angolana, acrescido de um prémio para apoiar a integração dos trabalhadores na vida económica.

Na ocasião, o presidente do conselho de administração do BPC, António André Lopes, indicou que o processo de redimensionamento contempla também reformas “e até mesmo reformas antecipadas”, estando a ser estudados mecanismos para incentivar que trabalhadores próximos da reforma possam aderir.

Em 2019, BPC registou um prejuízo de 404,7 mil milhões de kwanzas (623,7 milhões de euros).

Em junho do ano passado, após ser empossado como presidente do conselho de administração da instituição financeira, António André Lopes admitiu a possibilidade de “dispensar alguns funcionários”, no quadro do “ajustamento necessário da sua estrutura dos recursos humanos”.

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