A quatro dias da data prevista para o reinício das viagens internacionais para Luanda, as incertezas sobre o regresso preocupam muitos portugueses que trabalham em Angola e estão retidos, desde março, em Portugal devido ao fecho das fronteiras angolanas.
O governo angolano decidiu prolongar a validade dos documentos relativos à permanência de estrangeiros em território nacional até 31 de agosto, tendo em conta que as fronteiras nacionais “se mantêm encerradas indefinidamente” devido à pandemia de covid-19.
As transportadoras aéreas TAP e TAAG têm prevista a realização de quatro voos humanitários para ligar Angola, que continua com o seu espaço aéreo fechado devido à pandemia de covid-19, e Portugal até 02 de julho.
Manuel Nito Alves foi detido esta manhã pela polícia portuguesa quando protestava frente ao Consulado Geral de Angola. Foi libertado horas depois. Advogada do ativista diz que ele "foi humilhado" na esquadra.
A província da Huíla, em Angola, vai passar a poder fazer localmente testes à covid-19, no âmbito de um projeto de reforço da capacidade laboratorial apoiado por Portugal e que inclui também formação para profissionais de saúde.
A manutenção da cerca sanitária em Luanda até 10 de julho, anunciada quinta-feira à noite, é justificada pelo Governo angolano com a situação epidemiológica “preocupante”, suscetível de causar transmissão comunitária ativa de covid-19, segundo um diploma consultado pela Lusa.
O director nacional dos Registos e Notariados, Israel Nambi, diz não entender os motivos que levaram o Tribunal Constitucional (TC) a não reconhecer a documentação autenticada na instituição que dirige, apresentada àquela instância judicial pela comissão instaladora para a legalização do projecto deste político.
O médico angolano, Jeremias Agostinho, considera que os "casos positivos da covid-19 com vínculo por esclarecer", constituem, em "rigor" de "uma transmissão comunitária" da doença e questiona a alegada ponderação do Governo angolano em oficializar a situação.
A empresária angolana Isabel dos Santos afirma nunca ter sido notificada nem chamada a comparecer pela Justiça portuguesa e queixa-se de não ter resposta aos seus pedidos de informação sobre os processos por parte dos tribunais portugueses e angolanos.
O embaixador de Portugal em Angola admitiu hoje que a retenção de trabalhadores em Portugal compromete o funcionamento de algumas empresas que operam em Angola e apelou à viabilização do regresso de especialistas considerados "essenciais" para a economia.