Quarta, 14 de Janeiro de 2026
Follow Us

Quarta, 14 Janeiro 2026 09:35

General “Paka” depõe na DNIAP acusado de injúria, difamação, ultraje ao Estado e seus símbolos

O reformado general Manuel Paulo Mendes de Carvalho, conhecido como “General Paka”, foi ouvido nesta Terça-feira, 13, na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) da Procuradoria-Geral da República (PGR), no âmbito de um processo-crime em que é acusado de injúria, difamação, ultraje ao Estado e seus símbolos, cujo essencial permanece sob segredo de justiça.

O general fez-se presente na DNIAP mediante notificação formal, depois de semanas de forte atenção mediática e alegadas movimentações discretas das forças de defesa e segu- rança nas proximidades da sua residência oficial.

No final da audição, o seu advogado, Sérgio Raimundo, não prestou declarações à imprensa, limitando-se a referir que o caso encontra-se sob segredo de justiça, o que, por lei, impede a divulgação do teor da acusação, dos factos investigados ou da linha de inquérito em curso.

Até ao momento, não se conhecem publicamente os contornos do processo, para além da indicação de que o oficial reformado é acusado dos crimes de injúria, difamação, ultraje ao Estado e seus símbolos, não havendo informação oficial sobre os factos concretos que sustentam a acção penal.

Diligências de localização e alegações paralelas

A audição ao general ocorre após diligências de localização realiza das no final de Dezembro, que, segundo afirmou o próprio, envolveram meios militares e da Polícia Nacional que se deslocaram à sua residência e a espaços a si as sociados.

Segundo relatos de alguns órgãos de comunicação, efectivos das Forças Armadas Angolanas e da Policia Nacional visitaram a residência do general Paka a 23 de Dezembro último, onde, na sequência, interpelaram familiares, e voltaram a fazė- lo a 30 do mesmo més, desta vez na Centralidade do Kilamba, numa operação que teria visado localizar o general.

As mesmas fontes relacionam a acção com uma notificação prévia da PGR, alegadamente ligada a pronunciamentos públicos do general, sendo sugerido que o processo poderá estar associado a declarações feitas em directo nas redes sociais.

No centro das alegações encontra-se uma transmissão em directo nas redes sociais, onde o oficial reformado teria questionado os acontecimentos históricos ligados ao 27 de Maio de 1977 e figuras do periodo.

Mas nenhuma destas informações foi, até agora, confirmada oficialmente pela PGR, não havendo despacho de acusação tornado público, nem comunicação formal à imprensa que detalhe os elementos concretos da imputação.

General reafirma dignidade, inocência e permanência no país Antes da audição desta terça feira, 13, o general reformado havia recusado categoricamente qualquer tentativa de fuga e criticou o modo como foi notificado, afirmando que nunca saiu do território nacional e que realizou apenas algumas deslocações internas. 

"Eu sou angolano, eu disse que não saia de Angola (...) andei aqui por Angola", afirmou numa entrevista à rádio Essencial.

No entanto, e na mesma entre vista, declarou que nada teme no processo, reforçando que não cometeu crimes e que a sua presença perante a justiça é um acto de cidadania e de dignidade.

"Eu, da Angola, não saio, nem morto. Não é uma questão de preparação, é uma questão de dignidade", atestou. OPAIS

Rate this item
(0 votes)