Quinta, 28 de Outubro de 2021
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Segunda, 20 Setembro 2021 07:56

Nimi a Simbi é eleito o novo presidente da FNLA

O porta-voz do V congresso ordinário da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), partido histórico angolano, disse hoje que dados provisórios apontam Nimi a Simbi como novo líder da formação política.

Em declarações à agência Lusa, Ndonda Nzinga referiu que Nimi a Simbi vai à frente, com 303 votos, de Lucas Ngonda, presidente cessante que concorreu à sua reeleição, com sete pontos de diferença.

Segundo Ndonda Nzinga, Fernando Pedro Gomes é o terceiro candidato mais votado do congresso, ao qual concorreram também à liderança do partido Tristão Ernesto e Carlitos Roberto, filho do falecido líder fundador da FNLA, Holden Roberto.

O porta-voz do congresso avançou que os resultados definitivos deverão ser anunciados ainda hoje, bem como os membros do Comité Central do partido.

Ndonda Nzinga sublinhou que faltam ainda os resultados das províncias do Bié, Huambo, Moxico, Lunda Norte e Lunda Sul.

No conclave, que decorreu sob o lema "FNLA, Unidos na Diversidade Venceremos", participaram 1. 459 delegados, tendo o mesmo decorrido de forma presencial e virtual.

Este é o segundo congresso que este partido histórico, um dos três movimentos da luta de libertação de Angola, há várias décadas a enfrentar uma crise interna, realiza em menos de um mês, tendo o primeiro ocorrido entre os dias 16 e 18 de agosto, no qual foi eleito presidente Pedro Dala, antigo secretário-geral da FNLA.

Sobre este congresso, Lucas Ngonda, igualmente deputado à Assembleia Nacional, anunciou que iria impugnar o ato por ser ilegal.

“Nós estamos num Estado de direito, ele fez o que fez e eu tenho o direito de repor a legalidade das coisas, vamos impugnar, porque é um congresso ilegal”, disse na altura Lucas Ngonda, em declarações à Lusa.

Conhecido como partido dos “irmãos”, a FNLA foi fundada há mais de meio século pelo histórico líder Holden Roberto, mas contrariamente ao peso do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, e da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), maior partido da oposição, conta apenas atualmente com um deputado no parlamento.

Lucas Ngonda, duramente contestado por militantes do partido, que lhe atribuem o fraco desempenho da força política nos últimos anos, foi confirmado pelo Tribunal Constitucional, em 2011, como presidente da FNLA, com base nos resultados de um congresso realizado em 2004, no qual foi eleito primeiro-vice-presidente do partido.

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