Quarta, 25 de Novembro de 2020
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Quinta, 08 Outubro 2020 18:36

Banco Mundial prevê recessão de 4% em Angola e recuperação de 3,2% em 2021

O Banco Mundial estima que Angola sofra uma recessão de 4% este ano e uma significativa recuperação em 2021, ano em que a economia deverá expandir-se 3,2%, sustentada no petróleo e em investimentos.

"Em Angola, a crise da covid-19 empurrou a economia para o quinto ano de recessão, com o PIB a dever cair 4%; uma recuperação parcial é esperada em 2021, com o PIB a crescer 3,2%, sustentada no fortalecimento do setor petrolífero, especialmente devido ao fim do corte da produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), e na retoma dos investimentos para estancar o declínio estrutural na produção", lê-se no relatório Pulsar de África, hoje divulgado em Washington.

No documento, que faz uma abordagem integrada às economias africanas, afirma-se que "o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana teve uma contração de 1,8% no primeiro trimestre deste ano, devido às consequências da pandemia de covid-19 e ao declínio dos preços do petróleo".

O relatório surge no mesmo dia em que o Governo de Angola atualizou as previsões macroeconómicas, estimando uma recessão de 2,8% este ano e uma recuperação económica de 1% em 2021.

A produção de petróleo, acrescenta-se no relatório, caiu em abril e maio, recuperando ligeiramente em junho, "o que sugere que a economia provavelmente caiu ainda mais no segundo trimestre do ano".

O Banco Mundial estimou hoje que a economia africana deverá sair da recessão económica de 3,3% este ano e registar um crescimento de 2,1% no próximo ano e de 3,2% em 2022.

De acordo com o Pulsar de África, os analistas desta instituição financeira multilateral estimam que os países africanos registem um crescimento económico de 2,1% no próximo ano, ainda assim abaixo dos 2,9% registados no ano passado.

A recessão de 3,3% que o Banco Mundial projeta para esta região este ano, devido à pandemia de covid-19 e à descida do preço das matérias-primas, será a maior dos últimos 25 anos, de acordo com esta instituição.

O cenário base do Banco Mundial assume que o número de infeções por covid-19 continua a abrandar e que os novos surtos não vão chegar ao ponto de motivar um novo confinamento, porque caso a pandemia seja mais prolongada ou haja uma segunda vaga, a economia da África subsaariana pode crescer apenas 1,2% em 2021 e 2,1% em 2022.

Em Angola, o Banco Mundial prevê que o saldo orçamental originado pelos efeitos da pandemia passe de positivo para negativo em quase 3%, ainda assim melhor do que o défice médio das contas públicas na região, que deverá ser de 5,9% este ano.

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