Centenas de manifestantes, entre eles os escritores angolanos José Eduardo Agualusa e Rafael Marques, marcharam nesta quarta-feira (14) pelo centro de Lisboa, em Portugal, para exigir a libertação de 15 ativistas presos em Luanda, capital da Angola, acusados de tentar promover um golpe de Estado contra o presidente José Eduardo dos Santos, no poder há 36 anos.
O jornalista e ativista angolano Rafael Marques disse hoje à Lusa que bastava um "telefonema" do Presidente português Cavaco Silva ao seu homólogo angolano José Eduardo dos Santos para que o caso dos prisioneiros de consciência detidos em Luanda fosse solucionado.
Ministério da Justiça já veio dar explicações sobre a campanha do governo no Facebook.
UNIÃO NACIONAL PARA A INDEPENDÊNCIA TOTAL DE ANGOLA
O discurso sobre o estado da Nação a ser preferido nesta quinta-feira pelo Presidente José Eduardo dos Santos é aguardado com muita expectativa, tanto por políticos como pela sociedade civil.
A Arquidiocese de Luanda aguarda por informações do superior hierárquico da igreja de São Domingos para se pronunciar sobre uma suposta invasão da polícia no templo, na sequência de uma vigília a favor dos 15 jovens ativistas detidos.
O ex-coordenador do Bloco de Esquerda Francisco Louçã apelou hoje, em Luanda, ao "bom senso" das autoridades angolanas no caso dos 15 ativistas detidos, alertando que a greve de fome de um destes é uma "urgência humanitária".
Estará a diplomacia portuguesa a fazer tudo que o pode no caso de Luaty Beirão?
Organizadores das contestações pela liberdade dos 15 jovens detidos desde junho dizem que as vigílias terão continuidade, apesar da intimidação da polícia angolana. Em Luanda, três ativistas foram espancados numa missa.
O comando da Polícia Nacional de Angola anunciou esta terça-feira a abertura de inquérito urgente às denúncias, com base num vídeo divulgado nas redes sociais, em que supostos agentes daquela força policial surgem a balear um homem indefeso.