Numa publicação na sua página oficial, à semelhança do que tem feito quase diariamente, o líder da oposição defendeu que "é possível governar melhor o nosso país", sustentando a necessidade de uma mudança de paradigma assente na qualificação dos angolanos e na preparação das novas gerações para responder às exigências do mercado de trabalho.
"Na minha perspetiva, o futuro de Angola depende, acima de tudo, da educação e da formação. São estes os pilares capazes de impulsionar o desenvolvimento que o país ambiciona", escreveu Adalberto Costa Júnior, acrescentando que o país necessita de uma formação "prática, objetiva e orientada para as necessidades reais do mercado de trabalho", sem descurar a preparação para os desafios futuros.
No texto, o presidente da UNITA estabeleceu uma comparação entre Angola e a Noruega para ilustrar o que considera ser uma utilização mais eficiente dos recursos petrolíferos.
"Como é que um país como a Noruega produz muito menos petróleo do que Angola e tem o maior fundo soberano do mundo, superior a 850 mil milhões de dólares?", questionou.
Para Adalberto Costa Júnior, Angola continua a dispor de uma oportunidade para transformar a riqueza proveniente do petróleo em instrumentos capazes de assegurar o desenvolvimento económico a longo prazo.
"O petróleo não esgotou. Ainda temos petróleo suficiente para constituir fundos soberanos que ajudem a promover a diversificação da economia", afirmou, defendendo que o actual contexto deve servir para uma reflexão sobre as opções estratégicas do país.
O líder da UNITA considerou ainda que os debates públicos são essenciais para evitar a repetição dos erros do passado e encontrar soluções para responder aos desafios sociais e económicos que Angola enfrenta.
Na publicação, destacou igualmente a necessidade de criar oportunidades para a juventude angolana, alertando para o aumento da emigração entre os jovens.
"Temos uma juventude extraordinariamente maioritária que precisa de incentivos e de apoio. Muitos jovens estão a abandonar o país porque não encontram perspectivas de futuro", escreveu.
Na sua análise, a prioridade deve passar pelo investimento no capital humano, defendendo que "o futuro é formação, educação e valorização das pessoas".
Adalberto Costa Júnior sublinhou ainda que o verdadeiro activo estratégico de Angola não reside apenas nos recursos naturais.
"Importa mostrar que a valência efectiva não é o subsolo, é a pessoa", afirmou, defendendo que a educação constitui "o factor de transformação de qualquer país".
O presidente da UNITA observou que existem países sem recursos naturais que conseguem liderar em diversos indicadores de desenvolvimento graças ao investimento feito na educação, na inovação e no conhecimento.
Em contraste, lamentou que Angola continue a apresentar elevados níveis de pobreza, apesar da abundância de recursos naturais.
"Temos muitos recursos naturais, temos muita pobreza, temos muitos problemas e muitos desafios sociais", concluiu, defendendo que apenas através da valorização da pessoa será possível construir um futuro mais próspero para o país.

