Domingo, 21 de Abril de 2024
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Quinta, 15 Fevereiro 2024 23:32

Governo brasileiro desmente a FLEC sobre 'mortes' dos seus cidadãos em Cabinda

As autoridades angolanas não registaram quaisquer mortes de brasileiros, disse hoje à Lusa o Governo do Brasil, depois das Forças Armadas de Cabinda (FAC) terem anunciado a morte de três cidadãos brasileiros em confrontos na região de Maiombe.

“De acordo com informações recebidas de autoridades locais, não há registo recente de morte de cidadãos brasileiros em Angola”, respondeu assim o Ministério das Relações Exteriores do Brasil à Lusa.

Na quarta-feira, as Forças Armadas de Cabinda (FAC), braço armado da Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) anunciaram a morte de sete soldados das Forças Armadas Angolanas e três cidadãos brasileiros em confrontos na região de Maiombe.

Segundo um comunicado da FLEC-FAC, os sete militares angolanos e os cidadãos brasileiros foram mortos em dois confrontos que ocorreram hoje de manhã, nas aldeias de Kisungo e Tando Maselele, no município de Belize, região de Maiombe (norte de Cabinda).

No ataque ficaram igualmente feridos oito soldados angolanos.

A Lusa questionou o Ministério da Defesa para ter uma confirmação oficial sobre o incidente, mas não obteve resposta.

Fonte da embaixada brasileira disse não ter informação sobre os cidadãos brasileiros e que não foram acionados os canais consulares.

A FLEC, através do seu "braço armado", as FAC, luta pela independência daquela província há várias décadas, alegando que o enclave era um protetorado português, tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, assinado em 1885, e não parte integrante do território angolano.

Cabinda é delimitada a norte pela República do Congo, a leste e a sul pela República Democrática do Congo e a oeste pelo Oceano Atlântico, sendo descontinuada geograficamente do território angolano.

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