O ativista angolano Rafael Marques disse hoje à Lusa que a acusação de "rebelião" contra os jovens detidos em Luanda desde junho revela "desespero das autoridades" angolanas.
Cerca de 200 taxistas reuniram-se hoje no Cazenga, Luanda, para se manifestarem contra a alegada corrupção da polícia e reivindicar a criação de paragens oficiais para os transportes públicos. Não houve consenso em relação à greve que a categoria realiza desde as primeiras horas desta segunda-feira.
A eurodeputada Ana Gomes disse hoje à Lusa que a acusação de "rebelião", anunciada pelo Ministério Público angolano contra os 17 jovens detidos desde junho, é reflexo do controlo do sistema judicial pelas forças no poder em Luanda.
O Comando provincial de Luanda da Polícia Nacional deteve na segunda-feira, alguns taxistas, envolvidos em actos de vandalismo nas paragens de táxi da cidade capital. Esta manhã, os cidadãos em Luanda encontraram dificuldades para apanhar o táxi. Alguns taxistas que paralisaram as suas actividades obrigaram os colegas a fazerem o mesmo, sob pena de verem as suas viaturas vandalizadas
Em declarações ao Rede Angola o presidente da Associação de Taxistas de Luanda (ATL), Manuel Faustino, confirmou a greve dos candongueiros na capital, hoje, e disse que neste momento todos os taxistas foram convocados para se reunirem na Rua dos Comandos, no Cazenga, onde decidirão os próximos passos da paralisação.
A União das Acções Locais de Angola (AMANGOLA) realça a necessidade de continuar a condenar todos actos subversivos de elementos, que usam a Igreja para tentar contra a dignidade humana, e que fomenta a desordem social e desenvolvem situações criminosas.
Quatro dos 11 assaltantes que roubaram 45 milhões de kwanzas na madrugada de 16 de Setembro deste ano da agência “Maiombe” do Banco de Poupança e Crédito (BPC), nesta cidade, foram capturados pela polícia de investigação criminal.