O julgamento sumário de mais de 100 activistas cívicos e jornalistas, ainda não aconteceu porque o Tribunal e os advogados de defesa supostamente não sabem por quais crimes os mesmos são acusados.
Um advogado que representa os manifestantes que saíram às ruas de Luanda no sábado, hoje presentes a julgamento, afirmou que mais de cem pessoas estão detidas sem acusação e que alguns apresentavam sinais de agressões, num "cenário que demonstra tortura".
A organização não-governamental (ONG) angolana OMUNGA condenou hoje a atuação da polícia na manifestação de sábado passado, alertando o executivo para o “recrudescimento da cultura de violência", que "o Presidente da República prometeu combater e inverter”.
A organização não-governamental (ONG) angolana OMUNGA condenou hoje a atuação da polícia na manifestação de sábado passaado, alertando o executivo para o “recrudescimento da cultura de violência", que "o Presidente da República prometeu combater e inverter”.
Os manifestantes e jornalistas detidos no último sábado, 24, foram alegadamente submetidos a interrogatórios, testes de covid-19, tiraram-lhes fotografias, foram também cadastrados e feita recolha de impressões digitais, pelos órgãos de segurança do Estado, segundo uma denúncia pública que Angola24Horas teve acesso.
O ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, o ex-líder do BESA, Álvaro Sobrinho, o ex-administrador do BES, Amílcar Morais Pires, e o ex-administrador do BESA, Hélder Bataglia, são suspeitos de desviar milhões de euros do BES Angola.
A manifestação de sábado em Luanda resultou na detenção de 103 pessoas, entre as quais dirigentes do partido político UNITA, anunciou hoje o secretário de Estado do Ministério do Interior, Salvador Rodrigues, que negou qualquer morte no evento.