A Procuradoria-Geral da República (PGR) angolana anunciou hoje a recuperação a favor do Estado de bens móveis, imóveis, participações sociais e dinheiro em montante superior a 1,8 mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros), em 2024.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que o combate à corrupção em Angola precisa de ser revigorado e recomenda mais transparência no processo de recuperação de ativos, segundo um documento consultado pela Lusa.
O diretor interino do Serviço Nacional de Recuperação de Ativos (Senra) de Angola declarou hoje como prioridade deste órgão o repatriamento de ativos, que o Estado angolano está a reivindicar junto de outros países.
Analistas angolanos mostraram-se duvidosos que Angola possa recuperar os quase dois milhôes de dólares que o presidente João Lourenço disse terem sido desviados ilicitamente para países estrangeiros a quem apelou para a sua devolução.
O Serviço Nacional de Recuperação de Activos (SENRA) juntou um condomínio em construção no Futungo e 225 milhões de dólares à lista de activos apreendidos nos primeiros meses de 2024.