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Quinta, 24 Março 2016 22:34

Meio milhão de luandenses podem estar infectados com o parasita da malária

Perto de meio milhão de luandenses podem estar infectados com o plasmódio, o parasita transmissor da malária.

A informação é do ministro da saúde, Luís Gomes Sambo, quando falava na conferência de imprensa realizada nesta quinta-feira, após visita ao hospital Capalanga, apontando como dados um estudo realizado a semana passada na província de Luanda.

Acrescentou que, com a densidade vectorial que existe em Luanda, estas pessoas que já têm o plasmódio servem de fonte de infecção do mosquito que depois vai transmitir o parasita às pessoas sãs. O mesmo acontece com a transmissão da febre amarela.

“Nós estamos habituados ao paludismo e controlamos a doença, mas neste momento o número de casos que tem ocorrido nas unidades sanitárias de Luanda nos últimos três meses, a comparar com os primeiros três meses do ano passado, é muito superior, o que quer dizer que as condições de transmissão do mosquito também tornou-se mais favorável  à transmissão do paludismo”, disse.

Para o ministro, o mosquito desenvolve-se em locais onde a higiene  e o saneamento não são suficientes, como a situação do lixo e águas paradas, o que se precisa resolver este problema básico que determina o estado de saúde da população.

Para melhor gestão da situação, fez-se, na província de Luanda, um outro estudo e constatou-se que o índice que identifica a densidade larval é de cerca de 30 a 40 por cento, estando muito acima do aceitável que é de cinco por cento, colocando a província em risco de epidemias.

O ministro diz reconhecer que a situação é difícil e tem-se conhecimento para tratar às doenças, mas o mais importante é prevenir a doença, que é uma responsabilidade individual de cada cidadão e também das estruturas do Estado, por isso, deve haver colaboração de todos.

Segundo o ministro, esta colaboração é beneficiada da cooperação e solidariedade internacional, estando já para breve a visita da directora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margareth Chan, que manifestou o interesse de ajudar a coordenar os esforços para melhor enfrentar-se a situação.

Acrescentou que várias medidas estão a ser tomadas por parte das administrações municipais de Luanda e de outras províncias do país para mobilizar a população e também os meios para melhoria das condições de higiene, apesar de não serem ainda suficientes para produzir os resultados que se espera, porque a densidade vectorial dos mosquitos ainda é muito elevada.

Neste âmbito, o ministro apela ao reforço da luta contra os focos de mosquitos e a melhoria do meio ambiente e do atendimento a nível das unidades hospitalares, porque a mortalidade deve diminuir depois de as pessoas entrarem no hospital.

ANGOP

 

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