Quarta, 25 de Novembro de 2020
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Quarta, 28 Outubro 2020 11:05

Polícia Nacional acusada de usar gás lacrimogéneo expirado contra manifestantes

A Polícia Nacional de Angola (PNA), está supostamente a usar gás lacrimogéneo e outros materiais químicos com datas já vencidas, para dispersar os cidadãos que exercem o seu direito, desde o último sábado, 24, durante os actos de manifestação contra o elevado custo de vida, o desempregado e exigem realização das autarquias locais em 2021 sem rodeios.

Segundo informações postas à circular com imagens que Angola24Horas teve acesso, continuam sendo preparados materiais para o mesmo efeito, isto é, repressão contra os cidadãos que por esta altura, lutam de fronte ao Tribunal Provincial de Luanda (Dona Ana Joaquina), exigindo liberdade já aos activistas detidos.

Constatou este informativo que, no mesmo dia enquanto decorria a manifestação, boa parte, alvo do referido gás tóxico sofreu desmaios, em cujas vítimas esteve uma bebé de aproximadamente um ano de vida, no interior do bairro Popular, arredores do Hospital Neves Bendinha, quando forças da ordem invadiram a localidade disparando contra os cidadãos.

Por esta altura, enquanto decorrem as audições no Tribunal, dos mais de 100 activistas detidos, os actos de repressão continuam contra os cidadãos concentrados fora do mesmo local, onde a polícia insistentemente usa os mesmos materiais de que se denuncia ter expirado em 2017.

Até nesta terça-feira, 27, início das audições, informações colhidas de um dos 43 advogados davam conta de que o julgamento destes, pode durar mais dias do que o esperado, resposta que embaraçou os manifestantes que diziam "só mais uma hora vamos queimar pneus", acto frustrado pela PIR que entendeu dispersá-los no início da noite.

"O julgamento sumário, dos mais de 100 activistas detidos, a decorrer hoje, no Tribunal Provincial de Luanda, poderá durar mais dias porque apenas 4 activistas, já foram ouvidos, desde o início da sessão e o julgamento decorre sem ainda previsões de sentença final" disse Luvueso Afonso.

Os referidos manifestantes em julgamento, detidos no último sábado, 24, de Outubro, foram acusados de terem cometido 3 crimes de ofensas corporais e 4 crimes de danos patrimoniais, nomeadamente uma viatura, uma tenda fiscal e 2 motorizadas.

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