Na terra de Jonas Savimbi, no interior de Angola, os moradores queixam-se que “falta quase tudo” porque as autoridades angolanas acreditam que a zona é um “bastião” da UNITA.
A UNITA afirmou hoje desconhecer como funcionou a comissão avaliadora que selecionou a Indra para apoiar as eleições em Angola, dizendo que o facto de a empresa saber como foi escolhida é “grave” e revela “conluio” com o regime.
Políticos históricos da UNITA e familiares dizem que Jonas Savimbi, morto há 20 anos, olharia hoje para Angola com “muita tristeza e desgosto” depois de contribuir “ativamente” para a independência e democracia do país, como “reconhece a nova geração”.
O Presidente da República, João Lourenço, recebeu esta segunda-feira, 21 de fevereiro, no Palácio Presidencial, em Luanda, o jornalista e activista Rafael Marques, cujas preocupações levadas têm que ver com os inúmeros problemas que enfermam o país em quase todos apectos.
O embaixador de Portugal em Angola atribuiu responsabilidades na demora em fazer o agendamento para pedido de vistos a intermediários que bloqueiam as vagas, mas sublinhou que o consulado tem feito “grandes esforços” para contrariar os atrasos.
O ex-dirigente do PS português João Soares defendeu hoje "um grande movimento popular pacífico" em Angola para impedir que "se volte a fazer uma vigarice eleitoral" no país nas próximas eleições, previstas para agosto.
A UNITA, oposição angolana, desvalorizou as críticas e rejeitou categoricamente os alegados “discursos inflamatórios” atribuídos ao seu antigo dirigente Elias Salupeto Pena, sepultado hoje, que morreu em novembro de 1992, na sequência de conflito pós-eleitoral.