O processo anunciado pela UNITA, na oposição em Angola, de avançar com a impugnação do Presidente da República por eventuais crimes cometidos, continua a provocar várias reações em Angola e muitas leituras sobre o futuro do país.
Actual crise económica e cambial que está a "arrasar" com as famílias angolanas já é tida como um dos maiores imbróglios dos últimos 30 anos. Dino Matrosse, Pedro Neto e Bornito de Sousa, quadros do MPLA, criticam a situação e apelam à correcção.
O grupo parlamentar da Unita, na oposição, anunciou ontem que vai lançar no parlamento uma iniciativa visando destituir o Presidente João Lourenço que, na sua óptica, subverteu o processo democrático, consolidou um regime autocrático e permitiu o aumento da corrupção entre titulares de cargos políticos dependentes dele, entre outras acusações.
O politólogo angolano David Sambongo classificou hoje de “ “histórico” requerimento formal de destituição do Presidente angolano, João Lourenço, pela oposição, mas admitiu que o pedido “não tem pernas para andar” no parlamento.
O projeto de voto do partido da oposição portuguesa, Bloco de Esquerda (BE) a condenar a repressão sobre as manifestações de 17 de junho, em Angola, foi hoje chumbado pelo PS, PSD e Chega na comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, segundo fonte parlamentar.
O Presidente da República, João Lourenço, afirmou esta terça-feira, 18, que a economia angolana é desafiada a encontrar novas rotas de desenvolvimento, onde o sector privado deve exercer de facto o papel de motor do crescimento económico do País.
O Grupo Parlamentar da UNITA acusa o governo de pretender usurpar as competências do Banco Nacional de Angola (BNA) em matéria de política monetária e cambial, na sequência do anúncio de um conjunto de medidas de política fiscal, económica e de gestão de tesouraria que o titular do Poder Executivo tem tornado público, para responder à falta de liquidez no Tesouro Nacional.