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Terça, 26 Novembro 2013 16:52

José Eduardo dos Santos não tem convicções democráticas, acusa Abel Chivukuvuku

O Presidente angolano José Eduardo dos Santos "não tem convicções democráticas" e os angolanos "devem adotar medidas enérgicas, mas pacíficas", para o forçar a aceitar reformas políticas, disse hoje em Luanda o líder do segundo maior partido da oposição.

Abel Chivukuvuku, presidente da coligação eleitoral Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE), falava numa conferência de imprensa para apresentar a versão do partido sobre os acontecimentos dos últimos dias em Luanda, dos quais resultou a morte de um dos seus dirigentes por efetivos da guarda presidencial, e para dar a conhecer o programa das cerimónias fúnebres marcadas para quarta-feira.

No encontro com a imprensa, Abel Chivukuvuku, que estava rodeado dos principais dirigentes da coligação, anunciou que o Conselho Executivo Nacional, principal órgão da coligação entre congressos, deverá reunir nos próximos dias para "decidir que postura deve a CASA-CE ter em 2014 para a defesa da democracia".

"Neste momento há um grave retrocesso dos valores e princípios de um processo democrático. Vamos ver que ações vamos desenvolver para forçar as instituições do Estado a terem valores e princípios democráticos", acrescentou.

O líder da CASA-CE responsabilizou o Presidente José Eduardo dos Santos de ser o empecilho às reformas políticas que Angola necessita.

Com José Eduardo dos Santos, Abel Chivukuvuku disse que será "muito difícil" e exigirá "muito trabalho de todos os angolanos", para que Angola tenha uma "democracia efetiva", porque, acusou, "o atual Presidente, que concentra todos os poderes, não tem convicções democráticas".

Abel Chivukuvuku defendeu ainda que não é tempo de "desesperar" e que os angolanos "têm de acreditar que podem forçar o Presidente a aceitar as reformas que os cidadãos querem".

O líder da CASA-CE condenou também a atuação da polícia nos incidentes registados sábado em Luanda e noutros pontos do país, de que resultaram um morto, quase 300 detidos e, segundo a oposição, assalto a sedes partidárias, pelas autoridades policias.

"A polícia agiu de forma violenta excessivamente violenta", frisou, considerando que tal se deve à "cultura de violência" patrocinada pelo José Eduardo dos Santos, incutida nas instituições do Estado.

 

LUSA

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