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Quarta, 29 Março 2023 21:08

“Ficar em Casa” é manifestação que retira ao Governo a possibilidade de repressão violenta, dizem organizadores

A campanha “Ficar em Casa” agendada para sexta-feira, 31, em Angola visa chamar a atenção das autoridades para a situação de pobreza em que vive a população e fazer o povo sentir que o poder é seu, disseram dois dos organizadores.

Ao mesmo tempo, dizem que a campanha visa tirar às autoridades a possibilidade de usarem meios violentos contra os manifestantes.

Timóteo Miranda, um dos organizadores, afirmaram que “o grande objectivo desta manifestação é chamar a atenção ao povo de que a ele confere o poder, ou seja a soberania reside no povo, e deve ser o povo a tomar as primeiras iniciativas da defesa do poder popular (que) foi sequestrado por uma minoria”.

“Pretendemos com este projecto, que é povo no poder, que é o povo defender e estabelecer as prioridades para o nosso país”, acrescentou Mirando para quem "o foco principal da manifestação é chamar a atenção do Presidente da República, e dizer que este poder que está movido nas instituições corruptas e que não favorece o país é preciso devolver à população”.

Malone Kilolo, outro organizador, afirmou que o projecto “Ficar em Casa” retira às forças policiais a possibilidade de reprimirem os manifestantes pela força. “Eles matam-nos que nem porcos e com o `Ficar em Casa` tivemos uma atitude sábia e muito inteligente vamos ficar em casa a reflectirmos sobre o país”, concluiu.

Opinião contrária tem o sociólogo Aniceto Cunha que desincentiva a população a aderir a campanha. “Pessoalmente não vou aderir tenho responsabilidades e tenho família vou trabalhar”, disse.

A VOA contactou o secretário para a Informação e porta-voz do MPLA, Rui Falcão, mas não obtivemos qualquer resposta. Várias personalidades disseram através das suas páginas nas redes sociais, que vão aderir ao protesto.

Entretanto, na contramão, há também apelos para "Dia 31 vou bumbar (trabalhar)" ou "Diga sim ao trabalho" feitos em grupos de grupos do Whatsapp, e noutras redes sociais. VOA

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