Sexta, 27 de Novembro de 2020
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Sexta, 08 Mai 2020 16:49

Governo aloca 30 milhões de euros para financiar compras de alimentos nacionais

O Governo angolano anunciou hoje que a linha de crédito do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) de 17,6 mil milhões de kwanzas (cerca de 30 milhões de euros) para apoio às empresas devido à covid-19 tem 1.964 candidaturas.

Segundo o secretário de Estado para a Economia de Angola, Mário João, as candidaturas foram submetidas ao portal de alívio económico, até 30 de abril de 2020, pelos operadores económicos em todas as categorias previstas.

A linha de crédito do BDA, com uma taxa de 9%, maturidade de dois anos e carência de capital de 180 dias, visa financiar a compra dos operadores do comércio e distribuição aos produtores nacionais de produtos como o milho, mandioca, trigo, arroz, açúcar, couve, batata, entre outros.

A iniciativa enquadra-se no âmbito da implementação das medidas de alívio económico aprovadas pelo Governo angolano, em 09 de abril passado, para "mitigar o impacto dos efeitos negativos" da pandemia na economia angolana.

"Foram postas à disposição das micro, pequenas e médias empresas linhas de financiamento que visam fomentar compras de bens de consumo de produção nacional" e matérias-primas agrícolas e das pescas, disse o governante.

O responsável, que falava hoje na abertura de um encontro de concertação com os agentes distribuidores agroalimentares sobre a implementação das medidas de alívio económico, sublinhou que as candidaturas englobam todas as categorias previstas.

Entre as 1.964 candidaturas estão 1.016 de operadores de comércio e distribuição e 506 de pequenas e médias empresas do ramo agropecuário e pescas. As cooperativas familiares submeteram 139, o subsetor da indústria e comércio 223, e sociedade de microcrédito 80.

"Encontramo-nos neste momento na fase de processo de organização de crédito com o objetivo de apresentar o mecanismo para a concessão do crédito da linha de financiamento para compra de bens de consumo de produção nacional", referiu.

Porque, realçou, "entendemos que o papel do setor privado é de extrema importância com vista a mitigar os resultados negativos provocados pela pandemia da covid-19 e procurar começar um novo ciclo de crescimento assente no consumo da produção nacional".

Já o presidente do conselho de administração do Instituto Nacional de Apoio Às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) angolano, Anito Agostinho, deu conta de que no processo de organização do crédito serão avaliadas as respetivas candidaturas.

"Temos nesse mecanismo [concessão de crédito] três intervenientes que são o operador, produtores da produção nacional e a intervenção da instituição financeira que vai viabilizar este apoio, no caso o BDA", explicou.

Angola conta com 36 casos confirmados da covid-19, nomeadamente 23 casos ativos, onze recuperados e dois óbitos.

O país cumpre a segunda prorrogação do estado do estado de emergência que estende até domingo, 10 de maio.

O parlamento angolano aprovou hoje a terceira prorrogação deste período de exceção temporária.

O número de mortos devido à covid-19 em África subiu hoje para 2.074, com mais de 54 mil casos da doença registados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 269 mil mortos e infetou quase 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um 1,2 milhões de doentes foram considerados curados.

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