A relação entre a Presidência da República de Angola e a empresa OMATAPALO, ligada ao actual governador da província de Benguela, Luís Manuel da Fonseca Nunes, levanta sérias preocupações quanto aos interesses obscuros que permeiam essa ligação.
A recente inclusão da construtora angolana Omatapalo no Pacto Global das Nações Unidas levanta sérias questões sobre a coerência e a integridade desta iniciativa de sustentabilidade corporativa. O Pacto, que visa alinhar as estratégias empresariais aos Dez Princípios Universais e aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agora abriga uma empresa cuja reputação é duvidosa.
Se ainda existia alguma dúvida em relação à fragilidade do Governo de João Lourenço, o que parece pouco provável, tudo ficou agora dissipado.
No próximo dia 24 de agosto terão lugar as quintas eleições gerais em Angola. As anteriores ocorreram em 1992, 2008, 2012 e 2017. Como é sabido as primeiras (1992) deram origem ao recrudescimento da guerra civil, enquanto as restantes foram ganhas com maior ou menor vantagem pelo MPLA.
Há 47 anos eram excessivamente modestos e simples no vestir, andar, falar, até nos trejeitos. Desprovidos de sinais exteriores de riqueza, não exibiam ouros, mascotes e outros adereços, e andavam seriamente preocupados com os problemas do povo.
Os exemplos vêm de cima, diz o ditado. Quando as “primeiras “famílias do país dão mostras de desestruturação, podemos imaginar o que se passa na base e quão profunda é a crise dos valores familiares.
Andam algumas mensagens muito sensatas, pelas redes sociais, sobre a situação do funeral (ou ausência dele) do antigo presidente de Angola, o Eng. José Eduardo doas Santos (JES). Acabo de ver uma dessas mensagens, na carta aberta do intelectual José Luís Mendonça ao PR actual, sobre a vigência de uma justiça selectiva tão evidente que é impossível negá-la, a que se poderia pôr cobro, para se enterrar, condignamente JES e iniciarmos, agora e definitivamente, uma nova vida.
Depois de receber o poder de bandejas, depois de tudo montado pelo José Eduardo dos Santos, que Deus o tenha no seu Reino, João Lourenço tirou a capa, mostrou seu verdadeiro ser. Anteriormente, sua conduta era de fachada, era de obediência extrema a tudo que José Eduardo dissesse; era uma conduta hipócrita, era um fingimento a 360°.