Segunda, 15 de Agosto de 2022
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Quinta, 16 Janeiro 2014 15:09

Carta aberta ao presidente da comissão administrativa da cidade de Luanda, Senhor José Tavares.

Luanda - Fiquei muito preocupado, com a forma como o governo vê, na pessoa do Senhor José Tavares, os vendedores ambulantes e como decide tratar, num futuro breve os milhares de Jovens Angolanos desempregados que encontram na “zunga” o seu ganha pão e suspento para a sua familia, já que a resposta do governo para o combate ao desemprego é morosa e pouco eficaz, principalmente para a camada mais baixa (analfabetos ou pessoas com apenas o ensino de base concluido), que constitui a camada dos zungueiros e zungueira, tratados carinhosamente por vendedores ambulantes.

Tal tratamento que serão dados aos zungueiros, como multas elevadas para inibir a venda ambulante, espelhado no encontro do Conselho Municipal de Auscultação e Concertação Social, demostra falta de estudo social, para colmatar tal situação.

Não basta construir praças, tem que se entender os fenomenos culturais, religiosos, tradicionais, etc. Para que se encontre respostas concretas a um problema que pelos vistos o Governo leva anos a resolver e diga-se de passagem que multas elevadas, não vai resolver esse problema!

Tudo porque, é uma contra balança entre alimentar a familia e ser multado! A familia vai pesar mais, nessa balança e os zungueiros vão continuar nas ruas de luanda, entrando e saindo das cadeias, recebendo condenações daqui e dali, por tentarem sustentar as suas familias, algo que não é justo.

Para este sentido a actuação do governo não pode ser de saturação ou frustração, a procura de soluções pacificas para a satisfação de ambas as partes deve ser a melhor solução ao invês da vara da punição ou opção pelo uso da força.

Penso que deve-se explorar todas as possibilidades, até aquelas que numa primeira-fase, possam dar vantagens aos zungueiros mas que os afaste das ruas.

É papel do governo velar pelo bem-estar do cidadão, evitando os maus tratos, práticas de humilhação, mas que nos últimos temos é isso que temos visto, nas ruas mediante actuação dos fiscais que embuidos do espirito da vantagem sobre o esforço dos zungueiros, fazem caça as bruxas tudo em nome do estado e no final acabam quase sempre saindo em melhor vantagem do que o próprio estado.

Temos que parar com isso!

Culturalmente os homens Angolanos, não costumam vender nas praças, raros são os homens que dedicam as suas vendas nas praças e os que lá estão, é por força da situação, tudo porque o homem Angolano, gosta de se destacar, mais do que as mulheres. Para o zungueiro à rua é mais chique do que a praça, mas a cantina é mais chique do que a praça e a rua, tais cantinas que serve para pequenos negocios que infelizmente é ocupada por estrangeiros, mesmo sendo negocios de Angolanos, que tal juntar esses vendendores em cooperativas e o governo numa primeira fase ajuda-los a arrendarem ou a construirem em suas próprias casas cantinas, nem que seja necessário eles devolverem os recursos depois, para que eles façam os seus negócios, nos bairros? Afinal nos bairros tem mais clientes que nas ruas!

A mão pesada nem sempre é a melhor solução, Senhor Governante porque o povo precisa, alegrar-se com os Governantes, pense nisso. Próverbios 29:2

Noé Mateus

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