A consultora BMI Research prevê que a moeda de Angola mantenha a cotação atual de 830 kwanzas por dólar, mas desvalorize para perto de 900 kwanzas até ao final do ano, valendo, na média anual, 853 kwanzas.
As constantes dificuldades no acesso a dinheiro levaram a EMIS a sugerir várias mudanças ao BNA. Entre elas consta a actualização dos limites diários para acompanhar a trajectória do Kwanza. Sistemas operados pela EMIS chegam a movimentar 4 biliões Kz por mês, mas levantamentos valem apenas 8% do total.
O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel António Dias, apelou, segunda-feira, na cidade de Menongue, província do Cuando Cubango, a todos os agentes económicos do país à unirem sinergias para tornar a moeda nacional “cada vez mais forte, capaz de responder aos anseios das populações”.
Se em tempos o valor da moeda nacional dependia essencialmente das entradas de divisas, receitas do petróleo, agora está também ligado às saídas de moeda estrangeira, necessárias para pagar a dívida externa do País. Enquanto a economia não crescer, o kwanza será sempre volátil.
A grande desvalorização da moeda nacional angolana, o Kwanza, deve-se ao facto da economia angolana não ter “fundamentos” para suportar a moeda e não haver produção interna para atender a procura, disseram economistas angolanos.