A Amnistia Internacional classificou hoje o julgamento do jornalista e ativista angolano Rafael Marques, remarcado para 14 de maio, como "uma farsa em torno da liberdade de expressão" e exigiu a retirada "imediata e incondicional" das acusações.
As autoridades militares e policiais angolanas isolaram a zona na província do Huambo onde há uma semana tiveram lugar confrontos entre a agentes da polícia e milhares de membros de seita religiosa A Luz do Mundo, também conhecida por Kalupeteca, nome do seu líder.
O advogado David Mendes promete defender em tribunal o líder da igreja Adventista do Sétimo Dia a Luz do Mundo, Julino Kalupeteca, acusado pelo governo de ter causado a morte de nove polícias nas províncias de Benguela e Huambo, no dia 16 de Abril.
O procurador-geral da República de Angola afirmou hoje que aquele órgão "não está parado" e que decorrem investigações à seita religiosa "A Luz do Mundo", envolvida em confrontos mortais com a polícia, há uma semana, no Huambo.