Terça, 24 de Mai de 2022
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Sexta, 25 Março 2022 23:55

Ucrânia: França convoca embaixador russo em protesto por caricaturas ‘inaceitáveis’

O embaixador russo em Paris foi hoje convocado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, após a publicação de cartoons na sua conta do Twitter que foram considerados "inaceitáveis" pela diplomacia francesa.

"Estas publicações são inaceitáveis. Deixámos isto claro hoje ao embaixador russo", Alexei Mechkov, afirmou o gabinete do ministério francês citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Um dos desenhos mostra europeus de joelhos a lamber as nádegas do “Tio Sam” (a imagem que personifica os Estados Unidos) com a legenda em inglês "European solidarity as it is" (“A solidariedade europeia tal como ela é”).

A segunda banda desenhada representa uma Europa doente, deitada numa cama, a ser injetada pelos seus carrascos - os Estados Unidos e a União Europeia - com várias substâncias chamadas "neonazismo", "Russofobia" ou "covid-19".

"Estamos a tentar manter um canal de diálogo com a Rússia, mas estas "ações são perfeitamente inadequadas", acrescentou o ministério, referindo-se à guerra iniciada há um mês pela Rússia, que invadiu a Ucrânia.

A embaixada russa confirmou à AFP que "a questão do tweet publicado foi levantada, entre outros pontos" durante a reunião que se realizou hoje. Já quanto ao tweet, que apareceu na quinta-feira, foi entretanto retirado.

Por seu turno, o embaixador russa "chamou a atenção” dos “colegas franceses para as provocações e atos de vandalismo contra as representações diplomáticas russas em França".

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, das quais 3,7 milhões foram para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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