Quarta, 05 de Agosto de 2020
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Sábado, 20 Junho 2020 13:19

MP investiga «esquema» envolvendo funcionários do Fundo Habitacional e da Imogestin

Alegado esquema fraudulento de aquisição de residências nas centralidades de Luanda e Bengo despoletou uma investigação que levou «operativos» do SIC e do Departamento de Combate à Corrupção às instalações do FFH e da Imogestin.

O (MP), junto do Serviço de Investigação Criminal (SIC), e o Departamento de Combate à Corrupção estão no encalço de um suposto esquema de venda e contratos de renda resolúvel de habitações construídas pelo Estado, envolvendo supostos funcionários do estatal Fundo de Fomento Habitacional (FFH) e da privada Imogestin, avançam fontes do Novo Jornal.

Como resultado dos trabalhos preliminares de investigação, adiantam as fontes, estão já detidos quatro cidadãos nacionais que trabalham alegadamente em conluio com os funcionários destas empresas no referido esquema.

Os quatro cidadãos, descrevem as fontes, foram detidos "em flagrante" durante uma micro-operação sob a égide dos efectivos do SIC-Viana, em coordenação com os agentes da Polícia Nacional (PN), accionados após denúncias anónimas.

De acordo com as fontes, os cidadãos detidos têm idades compreendidas entre os 30 e os 35 anos e terão actuado ao arrepio da lei no processo de venda e contratos de renda resolúvel nas centralidades do Zango 5 e Capari, nas províncias de Luanda e do Bengo, respectivamente.

Com a detenção dos referidos cidadãos, informam, foi possível apreender 20 chaves de residências e nove termos de contratos timbrados com a logomarca das instituições acima citadas.

Quadros seniores do SIC relatam que, em face do exposto, os funcionários do FFH que estarão envolvidos no esquema poderão responder pelos crimes de participação económica em negócio, peculato e abuso de poder.

Conforme estas fontes, as diligências feitas permitiram evitar que mais cidadãos, interessados na aquisição de residências, fossem burlados.

"Este não é um caso isolado. Demos conta desta situação em função de os detidos terem obtido equipamentos que só o Fundo de Fomento Habitacional e a Imogestin possuem", afirmam as fontes.

Confidenciam que existam, por isso, "fortes indícios" do envolvimento nesta rede de venda e contratos de renda resolúvel de habitações altos responsáveis dos serviços centrais do FFH e da Imogestin".

O Ministério Público quererá, assim, segundo as fontes, apurar "responsabilidades individuais de funcionários e dirigentes das referidas instituições, tendo em conta os indícios da prática de actos ilícitos que lesam gravemente os interesses financeiros do Estado e das pessoas burladas". NJ

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