Sexta, 05 de Junho de 2020
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Quinta, 02 Abril 2020 09:43

Covid-19: Agressões pelas forças de defesa e segurança marcam sexto dia do Estado de Emergência

O uso excessivo da força por parte de alguns efectivos das forças de defesa e segurança, bem como as agressões físicas dos cidadãos aos efectivos da Polícia Nacional e das Forças Armadas Angolanas marcaram, pela negativa, as últimas 24 horas do sexto dia do Estado de Emergência, que vigora no país desde 27 de Março último.

Segundo o porta-voz do Ministério do Interior, sub-comissário Waldemar José, essas acções negativas colocam em risco a integridade física dos próprios cidadãos e dos efectivos que devem garantir a ordem e a segurança nacional, desviando-se do foco principal só momento, o combate ao novo Coronavírus (Covid-19).

Ao falar na habitual conferência de imprensa para actualização de dados sobre a Covid-19, o porta-voz apontou as agressões físicas feitas por alguns efectivos de uma esquadra policial, um dos actos que se tornou viral nas redes sociais, como uma das acções negativas e reprováveis.

Em resposta, referiu, o comandante da respectiva esquadra e alguns efectivos já se encontra detidos e a partir de hoje, quinta-feira, começam a ser responsabilizados criminalmente.

Reiterou que não existe qualquer incubrimento dos efectivos infractores por parte das autoridades máximas das operações das forças de defesa e segurança.

Apelou os efectivos de defesa e segurança a primarem somente pela garantia da ordem, tranquilidade pública e legalidade, dando exemplo com boas acções.

Por outro lado, lamentou também a queimadura de um soldado das Forças Armadas Angolanas (FAA), que ao interpelar um cidadão que estava a tomar papa quente num espaço impróprio foi atirado com o mesmo alimento. O infrator já está detido e será responsabilizado criminalmente.

A par desse acto, apontou também o atropelamento de uma agente da polícia, que ao interpelar um moto-taxista foi projectada propositadamente pelo motoqueiro, resultando na fractura de um dos braços da agente policial.

Para evitar actos do género e a propagação comunitária do novo Coronavírus (Covid-19), o sub-comissário alertou os cidadãos a ficarem em casa, porque quanto menos houver circulação de pessoas, menor será a probabilidade da expansão dessa doença.

Apelou as entidades empregadoras a dispensar ao máximo os seus funcionários, para diminuir o fluxo de pessoas e automóveis na via pública.

Com a evolução das novas tecnologias, Waldemar José aconselha os cidadãos a recorrerem ao uso da internet, para aceder alguns serviços, como efectuar pagamentos e transferências bancárias, evitando aglomerados nas instituições bancárias.

Detenções por desobediência

Fruto da resistência e desobediência dos cidadãos, que insistem a violar o Decreto Presidencial para o combate da Covid-19, o número de detenções continua a subir.

Nas últimas 24 horas, foram detidos 63 cidadãos por desobediência e especulação de preços, dos quais 26 na província do Huambo, 15 em Luanda, oito no Uíge, cinco no Cuanza Norte, três em Benguela, dois na Huíla, dois no Cuando Cubango, um no Moxico e um em Cabinda.

Ainda no âmbito da desobediência, dez cidadãos foram levados ao Tribunal Provincial de Luanda, foram já julgados quatro.

A insistência dos aglomerados provocou a recolha de 429 cidadãos.

Nas últimas 24 horas, também foram apreendidas 74 viaturas por excesso de lotação, sendo 33 em Luanda, 22 em Benguela, dez em Cabinda, quatro no Uíge, Huíla (2), Huambo (2)e Cuanza Norte (1).

Nesse período, foram ainda apreendidas 415 motorizadas que se dedicam ao serviço de moto-táxi, das quais 184 em Benguela, Luanda (63), Lunda Norte (50), Lunda Sul (38), Moxico (31), Uíge (18), Huambo (15), Cuando Cubango (12) e Cabinda (4).

Foram também encerrados dez mercados informais em Luanda, quatro no Moxico, dois armazéns em Benguela, uma empresa de construção civil e uma recauchutagem.

As forças de defesa e segurança detiveram também 24 cidadãos, que seguiam num camião com mercadoria camuflado, para o Cuanza Sul.

Chamadas abusivas

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), através do terminal 111, recebeu, nas últimas 24 horas, mais de vinte mil e 499 chamadas, das quais somente mil e 517 foram consideradas válidas, sendo 18 mil 379 foram inválidas e abusivas.

Das chamadas inválidas, muitas foram feitas por crianças, que ainda nem sabem falar em condições.

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