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Quarta, 26 Fevereiro 2020 10:18

Isabel dos Santos vai receber dinheiro da venda do EuroBic?

Governador do Banco de Portugal foi chamado pelo Bloco de Esquerda. Partidos aprovaram por unanimidade. Audição decorrerá a 4 de março

O escândalo Luanda Leaks vai chegar formalmente ao Parlamento. O protagonista será Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal, numa audição que foi convocada pelo Bloco de Esquerda, com caráter de urgência, e aprovada por unanimidade.

A data foi já acordada pela comissão de Orçamento e Finanças para 4 de março, conforme anunciou o seu presidente, o deputado socialista Filipe Neto Brandão. Na semana passada, a convocatória feita pelo BE foi aprovada por todos os restantes partidos.

A audição de Carlos Costa parte do requerimento do BE, que aponta para três questões que se prendem sobretudo com o EuroBic, banco por onde passaram transferências suspeitas: o apuramento de todas as responsabilidades nas falhas da prevenção do branqueamento de capitais; a avaliação da idoneidade da administração e dos acionistas; e ainda a avaliação da operação de venda do EuroBic.

O EuroBic é detido, em 42,5%, pela empresária Isabel dos Santos, que era visada no Luanda Leaks, que colocou à venda essa posição depois da polémica. Os restantes acionistas, nomeadamente o seu sócio Fernando Teles, também decidiram fazer o mesmo.

O espanhol Abanca assinou um contrato para a compra destas participações, estando a transação a ser avaliada.

Em causa está a preocupação sobre como poderá a venda gerar um encaixe à empresária angolana, já assumida pela coordenadora bloquista, Catarina Martins, que pediu mesmo às autoridades para evitar a consumação da venda.

Outro dos temas é a avaliação da idoneidade de administradores. Esta quarta-feira, o Público avançou que Fernando Teixeira dos Santos foi chamado ao Parlamento para dar explicações sobre este caso.

O Luanda Leaks é uma investigação jornalística, que partiu de documentos obtidos por Rui Pinto, que foram trabalhados pelo consórcio ICIJ, do qual faz parte o Expresso. Em causa estão práticas duvidosas de Isabel dos Santos na presidência da angolana Sonangol. A investidora está, inclusive, a ser investigada pela justiça angolana, o que conduziu, também, ao arresto das suas contas em Portugal.

O tema já esteve em debate no Parlamento Europeu, passando agora a estar agendada uma audição dedicada ao tema exclusivamente no Parlamento nacional.

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