Sexta, 10 de Abril de 2020
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Sábado, 15 Fevereiro 2020 12:54

Justiça vigia contas do marido e do principal gestor de negócios de Isabel dos Santos

O marido de Isabel dos Santos e o principal gestor dos negócios desta empresária angolana têm as contas bancárias sob vigilância reforçada em Portugal. Sindika Dokolo e Mário Leite da Silva apenas podem fazer movimentos a débito com a autorização do Ministério Público.

A Justiça portuguesa ordenou aos bancos que colocassem as contas bancárias de Sindika Dokolo e de Mário Leite da Silva sob vigilância reforçada, a pedido das autoridades judiciárias angolanas. Qualquer movimento financeiro que ocorra nas contas do marido de Isabel dos Santos e do braço-direito da empresária angolana tem de ser avaliado e autorizado, se for o caso, pelo Ministério Público.

Os bancos têm, segundo apurou o CM, instruções das autoridades judiciárias para controlarem a pente fino as contas de Sindika Dokolo e Mário Leite da Silva.

O Ministério Público aplicou a medida de vigilância reforçada às contas do empresário congolês e do principal gestor de negócios de Isabel dos Santos após ter recebido uma carta rogatória de Angola, na sequência da reunião dos procuradores-gerais da República de Portugal e de Angola, em Lisboa, no final de janeiro. Por via dessa carta rogatória, foram também arrestadas as contas bancárias pessoais da filha do ex-presidente da República de Angola.

A apreensão das contas pessoais de Isabel dos Santos e a vigilância reforçada das contas do marido e do seu principal gestor de negócios é uma consequência da sentença do arresto dos bens desses três protagonistas em Angola. Em dezembro de 2019, o Tribunal Provincial de Luanda arrestou os bens de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo e Mário Leite da Silva, por estes terem causado alegados prejuízos de mais de mil milhões de euros ao Estado angolano.

Estado avança com ação
O Estado angolano vai avançar no tribunal em Angola, a 1 de março próximo, com a ação principal contra Isabel dos Santos, Sindika Dokolo e Mário Leite da Silva. A ação é o resultado do arresto dos bens dessas pessoas decretado pelo tribunal de Luanda em dezembro de 2019.

Acusações negadas
Isabel dos Santos já negou as acusações de que terá desviado dinheiro da Sonangol, petrolífera angolana. A empresária escreveu, na rede social Twitter, que a "investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas é baseada em documentos e informações falsos".

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