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Sexta, 29 Novembro 2019 07:20

Especialista admite erradicação da malária em Angola até 2030

A malária, doença que tem ceifado a vida de milhares de pessoas, pode ser eliminada do país até 2030, admitiu ontem, em Luanda, o coordenador nacional do Programa de Luta Contra a Malária, José Martins, numa mesa-redonda inserida nas Primeiras Jornadas Multidisciplinares do Hospital Geral de Luanda, que encerram hoje.

José Martins disse que Angola está enquadrada na Região da SADC como país da segunda linha, onde a Organização Mundial da Saúde definiu metas, entre as quais a eliminação da malária até 2030. Acrescentou que, com base nisso, foi estabelecida uma estratégia que tem sido implementada através de várias acções nas fronteiras conjuntas Angola/Namíbia.

O coordenador referiu que, em relação aos casos de registos de óbitos causados pela malária, houve uma redução, pois Angola saiu de 15 mil óbitos, em 2016, para nove mil, em 2018, e lembrou que, desde Janeiro a Junho deste ano, foram registados 4.433 óbitos.

O responsável explicou que as componentes operacionais estão a surtir os seus efeitos, na medida em que estão a ser desenvolvidas várias acções, o que tem permitido a redução de óbitos. Sublinhou que de acordo com a estratificação epidemiológica, nos últimos anos as províncias mais endémicas do país têm sido as localizadas no Norte, concretamente Uíge, Malanje, Cuanza- Norte, Zaire, Lunda-Norte e Lunda- Sul.

Neste sentido, disse que o Ministério da Saúde está a fazer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo todos os ministérios, cujas determinantes sociais estão relacionadas com a doença e mortes, para que se esteja no caminho certo para a sua eliminação.

O especialista em malária alertou que todos os casos suspeitos da doença devem ser confirmados com um teste biológico, através de pesquisa do plasmódio ou teste imunocromatográfico.

Para o responsável, cada agregado familiar deve ter, pelo menos, uma rede mosquiteira tratada com insecticida para cada dois habitantes.

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