Sexta, 22 de Novembro de 2019
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Sexta, 01 Novembro 2019 13:29

Polícia detém supostos burladores que se faziam passar pelo governador de Cabinda

O Comando da Polícia Nacional em Cabinda, em colaboração com Serviço de Investigação Criminal (SIC) local, desmantelaram ontem uma rede de burladores, denominada de Team Madrugada, cujos integrantes se faziam passar, cada um por sua vez, pelo governador da província, Alexandre Marcos Nhunga.

Usavam perfis falsos com a identificação do governante e prometiam emprego às pessoas, a fim de furtarem, de várias maneiras, aqueles que cediam, de acordo com a Polícia Nacional. Fruto de uma denúncia que receberam, as forças da ordem desmantelaram a rede, apreendendo em posse deles, no momento, um total 589 mil kwanzas, que confessaram ter subtraído a duas das suas vítimas. “O caso foi entregue ao Ministério Público, para os trâmites legais”, diz a Polícia, em nota de imprensa. Isso acontecia dois meses depois de o ISC ter detido uma dupla de supostos marginais por ter criado um perfil falso na rede social facebook com imagens íntimas de uma jovem com o intuito de seduzir dirigentes e empresários de renome.

Conforme noticiou OPAÍS, a 22 de Agosto, por via dessa página, criada com o nome de Mónica Miguel, os marginais entraram em contacto telefónico com algumas entidades às quais enviaram pedidos de amizade. Os que aceitaram tal pedido de amizade trocaram mensagens com os dois cidadãos, com idades compreendidas entre os 33 e os 51 anos de idade, através do perfil de Mónica Miguel, julgando estarem a falar com a jovem atraente. Seguidamente, os falsários enviavam imagens íntimas da suposta jovem, pedindo à vítima que também enviasse as suas. Houve quem anuísse, sem imaginar o que estava por vir. Com as imagens íntimas, os marginais exerceram vários tipos de chantagem, exigindo em troca do silêncio valores monetários na ordem dos vinte milhões de Kwanzas.

Desapontada, uma das vítimas denunciou o que se estava a passar ao SIC, a fim de os prevaricadores poderem ser responsabilizados. De acordo com o documento a que tivemos acesso, a vítima prosseguiu as negociações com os seus algozes tendo, no final, procedido à transferência bancária, parcial, de quatro milhões e oitocentos mil Kwanzas para uma conta bancária por eles indicada. Este facto permitiu a identificação, localização e detenção dos autores. Os dois cidadãos nacionais, com residência fixa na província de Cabinda e em Ponta Negra (na República Democrática do Congo), foram detidos em Luanda e responderão pelos crimes de associação criminosa e chantagem.

Os mesmos foram detidos na sequência das acções de combate à criminalidade que desmantelaram vários grupos de marginais que se dedicavam ao roubo e furto de bens diversos, assaltos à mão armada e agressão ao meio-ambiente, entre os quais foi detido em flagrante delito um cidadão nacional quando, na posse de um cartão de débito (multicaixa) clonado, pretendia negociar com o proprietário de um estabelecimento comercial de venda de automóveis, no sentido de proceder ao descarregamento do valor contido no referido cartão recebendo, em contrapartida, o correspondente valor em numerário. Ele usava cartões sem qualquer logotipo e designação do banco emissor, do conjunto de bancos licenciados nos mercados. O processo de clonagem ocorria da leitura da banda magnética do cartão da vítima através de um dispositivo electrónico instalado na máquina electrónica, reproduzindo-os por meios informáticos. OPAIS

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