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Quinta, 18 Janeiro 2018 22:43

MPLA lamenta "delicada" situação alimentar vivida em Angola devido à estiagem

O líder da bancada parlamentar do MPLA, partido no poder em Angola desde 1975, lamentou hoje a "delicada" situação de subsistência alimentar que afeta a população de parte do território nacional, no sul, assolada por uma prolongada estiagem.

Salomão Xirimbimbi transmitiu a posição enquanto procedia à leitura da declaração política daquele grupo parlamentar maioritário, na Assembleia Nacional, na abertura da sessão plenária que hoje aprovou, na generalidade, o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018, com a abstenção da oposição, que pretende fazer sugestões na discussão na especialidade.

O líder parlamentar do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) recordou que também em outras parcelas do território angolano, os cidadãos vivem situações graves de saúde pública, com o surgimento de surtos de cólera e malária, vitimando inúmeros cidadãos, "pelo que urge debelá-las o mais depressa possível".

Noutro sentido, Salomão Xirimbimbi saudou a presença no parlamento - o que aconteceu pela primeira vez - e a mensagem do Presidente da República, João Lourenço, sobre o OGE 2018, considerando-a comprometida com o bem-estar dos angolanos.

Para o deputado, a presença do Presidente angolano na abertura da discussão em torno do OGE 2018, que se prolonga até 15 de fevereiro, data da prevista votação final do documento, reforça o parlamento como centro de decisão política.

O político expressou igualmente satisfação pela iniciativa do Presidente em submeter no início do ano uma iniciativa legislativa com vista ao repatriamento de capitais angolanos no exterior, para serem aplicados em prol do desenvolvimento económico e social de Angola.

Sobre o OGE 2018, considerou que a proposta continua a valorizar a função social, o investimento público e experimenta mesmo um crescimento, contemplando projetos de continuidade de reabilitação das vias terciárias e secundárias.

Segundo Salomão Xirimbimbi, a proposta do OGE para este ano contém ações que visam melhorar a situação económica e social de Angola, com vista a garantir a estabilidade macroeconómica e instaurar-se um clima propício ao crescimento económico e à geração de emprego.

Famílias sobrevivem a comer mangas verdes devido à seca no sul de Angola

Mais de uma centena de famílias na povoação de Lobia, município de Caimbambo, província angolana de Benguela, tem recorrido a mangas verdes para se alimentar, devido à seca que afeta algumas regiões do sul do país.

Face à situação, a diretora da delegação provincial do Ministério da Ação Social, Família e Igualdade do Género, Leonor Kafundanga, lançou um pedido de ajuda para estas pessoas, salientando que estão igualmente afetados os municípios de Chongoroi, Ganda e Cubal.

“As mulheres que nós reunimos na presença do administrador disseram-nos mesmo que graças às mangas verdes, que têm estado a acudir grandemente a fome daquela população. Como exemplo, disseram que a uma criança se dá duas a três mangas para matar a fome no almoço e à noite uma pequena papa para conseguirem durante o dia”, disse a responsável, em declarações emitidas pela rádio pública angolana.

A agência Lusa contactou o bispo da diocese de Benguela, Eugénio Dal Corso, que confirmou a falta de chuvas nessas zonas, onde “lamentavelmente está a morrer gado”, salientando que a Cáritas local está a prestar apoio.

Em declarações à Lusa, também o pároco de Chogoroi, João Kassuki, referiu que “chove muito pouco”, o que afetou as primeiras colheitas, agravando a situação destas famílias.

Segundo o pároco, o Governo lançou uma campanha de recolha de apoios, mas nem todos têm possibilidade para ajudar, o mesmo acontecendo com a Igreja.

“O Governo entendeu pedir uma ajuda para ver se pode minimizar a carência da população, tendo em conta essa situação que a população vive, aí em Caimbambo, Cubal, chove pouco, há o problema da seca, não há água, até o capim está escasso para o gado, assim também como em Chongoroi”, referiu.

Segundo João Kassuki, todo o município está afetado pela seca, salientando que por esta altura, “há já alguma esperança do povo” relativamente à colheita.

“Já há quem vá à lavra e consegue voltar com milho”, disse o pároco, acrescentando que “o povo vai se arranjando com uma ou outra coisa, com algumas frutas”.

“É época de mangas, então, vivem disso, arranjam uma ou outra coisa, os que têm um pouco de dinheiro importam milho lá no Caluquembe [província da Huíla] e vendem um pouco, ajudam-se mutuamente”, frisou.

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