Sexta, 10 de Julho de 2020
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Domingo, 12 Abril 2020 15:48

Covid-19: Suspensão de cerca interprovincial em Angola prolongada por 24 horas

O levantamento temporário da cerca sanitária interprovincial imposta devido à covid-19 em Angola foi prorrogado por 24 horas, estando os cidadãos que se desloquem entre províncias obrigados a cumprir quarentena domiciliar, segundo um decreto presidencial hoje assinado.

Inicialmente estava prevista a suspensão da cerca sanitária apenas nos dias 11 e 12 de abril, depois de ser prolongado o estado de emergência por mais 15 dias (de 11 a 25 de abril), para que os cidadãos que se encontravam noutras províncias pudessem regressar às suas residências.

Segundo o decreto assinado hoje pelo Presidente da República, João Lourenço, será agora permitida a circulação interprovincial de pessoas e bens até às 23h59 minutos do dia 13 de abril de 2020, segunda-feira.

O mesmo decreto determina também que todos os cidadãos que se desloquem de uma província para outra neste período ficam sujeitos a quarentena domiciliar obrigatória, regra que se for desrespeitada dará lugar a quarentena institucional obrigatória.

O diploma indica que cabe às “autoridades competentes” criarem as condições necessárias ao “registo, controlo e acompanhamento da quarentena domiciliar obrigatória resultante da prorrogação por vinte e quatro horas do levantamento temporário da cerca sanitária provincial”.

Os cidadãos que foram submetidos recentemente à quarentena institucional não estão obrigados à quarentena domiciliar.

Angola regista 19 casos positivos de infeção pelo novo coronavírus causador da covid-19, entre os quais dois que resultaram em morte, e quatro pacientes já recuperados.

Todos os registos são relativos a casos importados, maioritariamente de Portugal.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 109 mil mortos e infetou quase 1,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Dos casos de infeção, quase 360 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Os Estados Unidos são o país que regista o maior número de mortes, contabilizando 20.608 até hoje, e aquele que tem mais infetados, com mais de 530 mil casos confirmados.

Em África, há registo de 744 mortos num universo de mais de 13 mil casos em 52 países.

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