Terça, 24 de Novembro de 2020
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Segunda, 16 Março 2020 16:43

ONU destina 58 milhões de euros para a juventude em Angola até 2022

As Nações Unidas vão contemplar Angola com 58 milhões de euros destinados aos jovens até 2022, anunciou hoje o coordenador residente da ONU no país, que destacou a importância da Política Nacional da Juventude do Governo angolano.

"É um plano muito importante onde as agências das Nações Unidas participaram ativamente tendo em conta que 65% da população angolana tem menos de 65 anos", salientou Paolo Baladelli, após a apresentação pública da Política Nacional da Juventude (PNJ), hoje em Luanda.

O plano "cruza-se" com o quadro de cooperação que a ONU assinou com o Governo de Angola para o triénio 2020-2022 que contempla um total de 270 milhões de dólares (243 milhões de euros), dos quais cerca de 64 milhões (58 milhões de euros) serão dedicados ao tema juventude, sobretudo acesso dos jovens a temas sociais (educação, proteção social e saúde), empregabilidade juvenil e a construção de espaços de participação e cidadania.

O programa, que a ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula Neto, considerou "um importante instrumento de governação" foi aprovado em setembro de 2019 e resultou de um "processo de discussão púbica abrangente que envolveu também a auscultação à juventude".

A Política Nacional da Juventude (PNJ) é sustentada por sete eixos: acesso aos serviços sociais básicos, acesso a formação profissional, emprego e empreendedorismo, erradicação da pobreza, participação e representação na vida política pública, tempos livres, educação e desporto, acesso às tecnologias de informação e comunicação e segurança publica e cidadania.

Paolo Baladelli sublinhou que o envolvimento das Nações Unidas permite dar "um forte contributo" no que diz respeito ao acesso dos jovens à educação e à saúde, nomeadamente a saúde sexual e reprodutiva.

O responsável da ONU falou ainda sobre a necessidade fazer "uma formação focada nas reais perspetivas de empregabilidade dos jovens", o que está a ser feito em coordenação com o executivo angolano, de forma transversal, bem como a "criação de espaços de dialogo e intercâmbio dos jovens", que ajudem a reforçar o seu envolvimento na cidadania e como podem ativamente encontrar respostas para as suas necessidades e anseios.

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