Quarta, 11 de Dezembro de 2019
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Terça, 12 Novembro 2019 18:03

Limite de mandatos e de candidaturas vão a debate no XIII congresso da UNITA

A UNITA anunciou hoje que incluiu na agenda de trabalho do congresso os limites dos mandatos e de candidaturas no congresso do partido, que arranca quarta-feira em Luanda.
Limite de mandatos e de candidaturas vão a debate no XIII congresso da UNITA

Segundo o porta-voz do Congresso, Ruben Sicato, da agenda de trabalhos do XIII Congresso Ordinário consta a revisão dos estatutos do partido, que inclui os limites de mandatos e regras sobre a aceitação de candidaturas.

Em conferência de imprensa, Ruben Sicato referiu que o limite de candidaturas “é um aspeto que vai ser muito discutido”, durante o conclave.

O ponto alto do congresso é a eleição do novo líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), em substituição de Isaías Samakuva, que durante 16 anos dirigiu o partido, após a morte do líder fundador da organização política, Jonas Savimbi.

À sucessão de Isaías Samakuva concorrem cinco candidatos, concretamente Alcides Sakala, Adalberto Costa Júnior, Raul Danda, Abílio Kamalata Numa e José Pedro Cachiungo.

“É verdade que cinco candidatos é muito bom, é sinal de que estamos em democracia, mas também dificulta a posição do eleitor. O eleitor tem muito mais dificuldades em selecionar, entre os cinco candidatos, quem é aquele que deve ser o melhor”, referiu o porta-voz do congresso.

De acordo com Ruben Sicato, há propostas no sentido de se encontrar uma maneira para reduzir o número de candidatos, mas “é uma questão que vai depender dos congressistas”.

“Há pessoas, delegados, que dizem que cinco é demais, mas há outros que dizem que não. Cinco candidatos mostra mesmo o nível de democracia que temos. A ideia de reduzir o número de candidaturas é que não é democrática, as duas posições existem e o congresso é que vai ter que tomar uma decisão”, frisou.

Relativamente ao limite de mandatos, é um assunto que também ”consta” da agenda do Comgresso, afirmou o porta-voz do evento, salientando que havendo limite terá de ser definido o tempo.

“Se são dois, se são três, se é só um, este é de facto uma das coisas que vamos discutir”, acrescentou.

Durante o congresso, está previsto o presidente cessante apresentar um relatório de actividades dos seus últimos quatro anos de mandato.

A anteceder o congresso, decorre hoje a última reunião da Comissão Política vigente, que visa acertar a mensagem a ser passada aos 1.150 delegados ao congresso.

Ainda hoje, vai realizar-se um debate interno entre os cinco candidatos à liderança do partido, com os delegados ao congresso, no qual cada um deverá esgrimir os seus argumentos e apresentar os seus programas para a organização política.

“Este debate tem uma particularidade, é à porta fechada. Ninguém que não seja candidato ou delegado pode estar presente. É um debate em que tudo é permitido. Digamos, que se houver razões para se fazer uma lavagem de roupa suja, neste debate pode-se fazer”, disse.

Na eleição para presidente da UNITA, sairá vencedor o candidato que atingir 50% dos votos mais um voto, não estando de parte a hipótese de se realizar uma segunda volta em caso de empate.

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