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Quinta, 02 Mai 2019 22:55

João Lourenço no sul do país para verificar no terreno situação da seca

O chefe de Estado angolano, João Lourenço, parte sexta-feira para uma visita de dois dias ao sul de Angola, zona afetada por uma grave seca, indica hoje uma nota da Casa Civil da Presidência da República.

Segundo o documento, João Lourenço vai deslocar-se primeiro à província do Namibe, onde visita o recentemente reabilitado hospital provincial Ngola Kimbanda e várias infraestruturas ligadas ao setor das águas, seguindo, depois, ao princípio da tarde, para a vizinha Cunene, onde a seca é mais visível.

Nesta província, e ainda sexta-feira, João Lourenço vai observar os projetos de fundo em curso para mitigar a seca no Cunene, como barragens, canais de irrigação e condutas.

Sábado, dia em que regressa a Luanda a meio da tarde, o chefe de Estado angolano desloca-se ao município de Ombadja, para constatar, no terreno, os problemas provocados pela escassez de água e persistente seca na região.

A 26 de fevereiro último, o vice-governador da província do Cunene, Édio Gentil José, decretou o "estado de calamidade" devido à seca, que continua a afetar mais de 285.000 famílias, pedindo a Luanda mais apoios e a definição de estratégias para mitigar o fenómeno.

"Estamos a falar de um total de 285.000 famílias afetadas em toda a província. Continuamos a somar porque, enquanto não chove, os números têm tendência para aumentar. A província atravessa um dos piores momentos de seca", disse então.

Em janeiro, em declarações à agência Lusa, o padre angolano Félix Gaudêncio lamentou a "preocupante situação" da seca e fome no Cunene, defendendo "soluções urgentes", como a construção de reservatórios de água.

Na altura, o padre católico deu conta de que "a maior parte" da província já estava afetada pela seca e "sem qualquer perspetiva" para o início do ano agrícola, "agudizando a carência de comida e água" para o consumo humano e dos animais.

Mais recentemente, a 02 de abril, João Lourenço aprovou um pacote financeiro de 200 milhões de dólares (178,2 milhões de euros) para solucionar os "problemas estruturantes" ligados aos "efeitos destrutivos" da seca que atinge o Cunene, ordenando, ao mesmo tempo, as autoridades locais para que "desencadeiem, de imediato, os procedimentos de contratação, por concurso público", dos serviços para a edificação de um conjunto de obras com aquele fim.

Em concreto, João Lourenço ordenou a construção de um sistema de transferência de água do rio Cunene, que partirá da localidade de Cafu até Shana, nas áreas de Cuamato e Namacunde, destinando para a obra o valor em kwanzas equivalente a oitenta milhões de dólares (71,3 milhões de euros)", lê-se no documento.

Um segundo projeto prevê a construção de uma barragem na localidade de Calucuve e o seu canal adutor associado, num custo global de 60 milhões de dólares (53,5 milhões de euros), no seu correspondente em moeda nacional.

Segundo o comunicado, o Presidente angolano destinou também 60 milhões de dólares (também 53,5 milhões de euros) para a construção de uma outra barragem e o respetivo canal adutor, na localidade de Ndue.

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