Quinta, 24 de Setembro de 2020
Follow Us

Quinta, 19 Março 2015 13:10

Em angola manifestação pública significa fazer justiça com as próprias mãos

A violência gratuita tem sido marca registada do regime, que com indolência e escarnio age violentamente com astuta malignidade contra a natureza pacifica do povo angolano. O povo tem sido flagelado impiedosamente pela arrogância tortuosa dos signatários do poder, essa situação é vivida sistematicamente por todos quantos se colocaram de costas contra o regime e põem em causa a legitimidade de um só homem (des) governar o país a mais de 35 anos com total desprezo pelo povo, que apenas deseja intimamente viver em paz na sua terra.

Desde os primórdios da independência do país, a tortura o assassinato e o luto tem sido a verdade existencial do povo angolano.

José Eduardo dos Santos vive numa redoma ornamentada com enfeites reluzentes de uma realidade insidiosa cheia de pecaminosos pergaminhos horrendos próprios de um filme de terror ficcional macabro. Não se entende a razão que leva um presidente que apregoa a paz, deseja a todo custo passar uma falsa identidade de homem zeloso pela democracia para apenas ser reconhecido como o grande Mahatma Gandhi e/ou Nelson Mandela angolano! O presidente Dos Santos exige dos angolanos o reconhecimento de regente incondicional da autoria da paz patriótica, quando na verdade ele transformou-se no carrasco daqueles que um dia acreditaram e o aceitaram como presidente do regime de partido único, 35 anos atrás. Afinal o que leva JES a elevar-se como democrata de primeira linha quando sequer lhe passará pela cabeça sê-lo?  O que de facto está por detrás do ódio que JES nutre pelo povo angolano? É importante não esquecer que, José Eduardo dos Santos é o autor moral e intelectual da pratica regular das perseguições, torturas prisões e assassinatos políticos setorizados, que trás consigo a desordem politico social que hoje graça um pouco por todo país.

Quem manda afinal no regime? JES ou Kopelipa, que reina impávido e sereno e com prazer desmedido?

É sim verdadeira a afirmação veiculada em surdina que dá a conhecer, que JES de facto não manda mais em nada nem em ninguém, o presidente não passa de uma figura estanque que dá a cara como suporte ao regime tutelado pelos generais afetos a casa de segurança militarizada comandados pelo sinistro general (Nelito) “Kopelipa”.

O presidente angolano vive afrontando sistematicamente a lei e a constituição, mas, exige, que todos a cumpram excepto ele e sua família e colaboradores mais próximos internos e externos.

É facto que os angolanos têm acompanhado de perto as praticas indefensáveis do velho líder do MPLA e presidente da republica, que com esmerado afã delinqui insistente arrogância sem se preocupar em esconder as suas manigâncias antidemocráticas insuportáveis, que pesam de sobremaneira a vida dos pacatos cidadãos. As ilicitudes de JES são tão ilustrativas, que raras vezes, que a sociedade se depara com o dilema de conviver e respirar no mesmo espaço nacional com tão vil ditador, que vive presunçosamente ao arrepio da lei e da constituição sem temer nada. Tudo isso acontece porque ele não permite a separação constitucional dos poderes, a existir em Angola a separação real dos poderes, essa situação perigaria a sua permanência regular no poder que dura já 36 longos anos ininterruptos.  É impensável que JES aceite a democratização do país, ele teme a democracia e a independência do povo, JES jamais deixaria de amordaçar o povo, se assim acontece-se existiriam convulsões que poderia tonalizar conflitos de transcendente graduação que anunciariam a sua queda irreversível á curto prazo, pois a existir essa possível situação, o presidente angolano passaria assustadoramente envergados dissabores, que, alias, poderiam trazer-lhe a morte de seus familiares. Na verdade não é de se estranhar que os angolanos esperam com satisfação, que assim aconteça a breve prazo, acredita-se que como o país é gerido, essa exista a possibilidade desse quadro atroz aconteça rapidamente para Gaudio dos populares que não suportam mais as afrontas do velho ditador e seus familiares e amigos de regime cegos não acreditam que essa situação se faça realidade.

Afirmar que alguém que reivindique ou faça sentir a sua repulsa as praticas governativas manifestando-se publicamente, é o mesmo que fazer justiça com as próprias mãos, no mínimo é uma estrondosa indecência e porque não considerar uma aberrante blasfêmia.

É vergonhoso que essa desventurada verdade tenha vindo da cabeça da governadora que lidera uma das províncias mais importante do país, Cabinda é tão importante do ponto de vista econômico, que por si só representa cerca 87 % do PIB nacional. Afirmar que alguém que participe numa manifestação publica reagindo com indignação à opressão e roubalheira, que graça em todo país, é o mesmo que fazer justiça com as próprias mãos, só pode ser um enorme equivoco, na verdade essa antiga líder religiosa chefe de uma igreja evangélica, nunca deveria ter sido nomeada para o cargo que ocupa. Onde já se ouviu tal indolente presteza? Onde foi que essa mulher adepta da opressão aprendeu isso? Nunca em momento algum essas palavras foram ouvidas em Angola, será que a governante cabinda Aldina da Lomba não conseguiu esquecer-se da sua passagem pela DISA? Pois tais afrontosas palavras só podem ter sido aprendidas nas escolas do neonazismo do KGB nos idos da União das Republicas Socialistas Soviéticas “URSS”. É terrível e deveras perigoso verberar tais imprecações num momento de crise institucional e econômica que infelizmente o país acintosamente atravessa! Tecer incongruentes metáforas como essas pode vir a provocar irreversíveis perturbações convulsivas sociais a escala nacional. Quais são as prerrogativas democráticas do povo, que não seja recorrer a manifestações públicas, para expressar a sua indignação contra as frequentes situações anômalas, consubstanciadas na demanda de praticas criminosas protagonizadas pelo governo e em especial pelo seu presidente?

Matar, roubar e destruir o sonho dos angolanos a revelia é um ato de relevância altruística para o regime?

Não se consegue perceber até onde vai o estado de lucidez dos dirigentes angolanos ao serviço da ditadura, sinceramente fica esquisito ouvir tamanhas atoardas de dignificantes lideranças do regime que põe em causa a sustentabilidade credível do regime e do partido que governa a nossa terra a cerca de 40 anos! Ora senão vejamos; um regime que rejeita dialogar com os donos da terra, que não aceita partilhar o conhecimento da real capacidade financeira do país, um governo que nunca faz nada para drenar a depredação das finanças publicas. Um país que tem um presidente com uma irmã que roubou 800 milhões de dólares do povo e desaparece sem deixar rasto, e cujo irmão é o guardião da legalidade constitucional, onde é que esta a honorabilidade democrática credível pode ter um presidente da republica, que transforma em bilionária por decretos presidenciais sua filha mais velha, que nunca trabalhou, pois quando JES foi transformado presidente da republica popular de Angola a Isabel dos Santo tinha cerca de seis anos, então onde ela encontrou essa fortuna senão nas tetas da mama Angola?

É preciso não esquecer as injustiças praticadas por JES e seu regime contra os angolanos de Cabinda ao Cunene!

É estonteante saber que toda família de JES incluindo os ratos, gatos e cães tornam-se milionários suxando nas tetas da mama Angola, é roubo puro simples. Por outro lado constitui os demais companheiros de regime foram feitos igualmente abastados milionários! Essa escumalha ainda tem moral para criticar e prender ilegalmente ao arrepio da lei os irmãos angolanos da Província de Cabinda por reivindicar a escravidão e assassinatos com indignação manifestando-se publicamente?

Poderão os arautos mandatários do regime publicamente afirmar a todo país, quem tem feito justiça com as próprias mãos ao longo de 35 anos? É o povo cabinda ou o generosíssimo MPLA/JES?

Ao longo da caminhada pós-independência, o povo indulgente de Angola tem sobrevivido a frequentes massacres da autoria da Angola de partido único e mais tarde crimes aceitou de boca calada os frequentes assassinatos praticados pela casa de segurança militarizada do presidente Dos Santos! Não é demais recordar Kamulingue e Cassule assassinados com requintes de malvadez! Fuzilar o engenheiro Ganga da CASA-CE, matar o indulgente filho angolano Bakongo M’flupinga Lando Vitor e o influente jornalista do então Imparcial Fax Ricardo Melo é fazer justiça com mãos alheias? Ou não será de facto fazer justiça com mãos próprias? Não terá sido a mando do presidente, que ao contrario do acontecido deveria garantir segurança aos seus concidadãos? Ou será que se torna mais crime reivindicar direitos publicamente? Não será mais criminoso matar e assassinar o povo por causa de suas ideias e muito mais medonho assassinar o sonho de liberdade do povo e das famílias enlutadas?

O mais lindo nas democracias representativas é o direito a manifestação pública do dono voto.

A liberdade de expressão em Angola está a tempo demais interditada, é preciso encontrar-se outra dinâmica para contornar essa deficiente situação análoga que desprestigia de sobremaneira Angola e os angolanos, que somos apenas conhecidos mundo afora como corruptos gatunos e criminosos de guerra. Não é mais possível aceitar que Kopelipa, José Maria e o presidente da desgraça dos angolanos continuem a praticar o terror para provocar o medo à sociedade aprisionada aos conceitos de tais praticas subversivas que não dignificam em nada a governabilidade observada no medo.

 País é governado há 35 anos por um clã cleptomaníaco

Desde os primórdios do consolado de José Eduardo dos Santos o regime tem despontado para á pratica do terror morte a miséria espiritual e de pobreza financeira para a maioria enquanto uma minoria vive acima do razoável. Na prática o regime angolano é literalmente uma cleptocracia.  Essa situação deixa perplexa não somente os angolanos, mas também a comunidade internacional que começa a dar significativos passos em direção a repulsa das praticas da corrupção, peculato e lavagem de dinheiro praticada pelos governantes angolanos.

Que país é angola que governar significa oprimir e roubar as riquezas do povo?

 Mas afinal que país é Angola, onde ninguém mais acredita no presidente da republica nem nas instituições do estado e muito menos nos rufias que compõe a cúpula de políticos que sustenta oficialmente o regime? Que país é esse onde os governadores não são sufragados em pleito eleitoral dependendo da nomeação do presidente da republica, sem que para isso demonstrem qualquer aptidão para o cargo? Que país é esse onde o mais alto magistrado é o principal corrupto e corruptor e igualmente é o maior ladrão? Que país é Angola onde as fortunas são construídas despudoradamente com dinheiro roubado descaradamente do erário público? Que país é esse onde o cargo público é sinônimo de enriquecimento ilícito rápido? O regime que maltrata os seus cidadãos é porque tem medo deles! Um regime fraco é um regime refratário e iniquo por excelência. Repito que o lado bonito da democracia é quando o cidadão exerce livremente o seu direito de manifestação pública conquistado na luta contra a ditadura do regime de partido único, conduzido infamemente pelo PARTIDO DO TRABALHO, que na verdade nunca trabalhou antes e nem agora para o bem estar social do povo sofrido de Angola.

Raul Diniz

Rate this item
(0 votes)

Log in or Sign up