Quinta, 09 de Julho de 2020
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Segunda, 06 Abril 2020 18:56

A prorrogação do Estado de Emergência é conditio sine qua non!

Louvar as medidas do governo, sobretudo do seu Presidente por convocar o Conselho da República de emergência e de pedir uma sessão Parlamentar de emergência sobre o covid- 19; tanto o Conselho da República como à Assembleia Nacional convergiram no único pensamento.

De recordar que nos dias 17 e 18 de Março chegaram voos de Portugal, trazendo angolanos de volta a sua terra pátria; o problema é que o decreto Presidencial Provisório foi desrespeitado pelas próprias Autoridades do Estado angolano porquanto dentre os presentes, estavam filhos dos Tais, Entidades jurídicas, Políticos importantes, Jonalistas e depois estavam os angolanos de terceira classe, claramente despresados e  que se mostraram revoltados com aquele comportamento do Estado.

Depois de seis horas de espera e com todas as dificuldades, esperando pela ordem Superior que finalmente chegou um pouco depois, foram dispensados sem cumprirem quarentena institucional por causa dos mais importantes em relação aos outros angolanos e por esse motivo foram liberados a fazerem a quarentena domiciliar. O mal tinha chegado à Angola e sem volta. Por causa daquele comportamento, o número de infectados continua a subir todas as semanas; não se admirem que haja mais casos por anunciar, brevemente! Tudo por culpa dos mesmos!

Hoje, mas do que nunca, deve-se olhar para frente e encarar os erros com determinação, coragem, humildade, fé e inteligência.

O Estado de Emergência decretado pelo Presidente da República no dia 25 de Março foi inteligente, uma vez na chuva, o fundamental é encontrar soluções para a não propagação acelerada e incontrolável do coronavirus no País; são essas medidas que se registam hoje e que os angolanos seguem: estar em casa, lavar as mãos constantemente com água e sabão e se possível, o uso de alcool e gel, máscara, luva e sair só quando houver necessidade. Essas medidas, deram certo na China, está a funcionar na Itália e em muitos Países, onde Angola não deixa de estar por dentro. Nota-se uma série de violações por culpa do Estado que não tem sabido implementar o decreto legislativo Presidencial provisório n.1/20, de 18 de Março; o que a população faz é consequência da má aplicação e a falta de condições de base  para  minimizar o problema dos cidadãos.

Estado de Emergência deve ser prorrogado por mais 15 dias com a possibilidade de renovo porque a situação é muito crítica e a gente não está a respeitar como se previa porque falta quase tudo. Para que funcione o Estado de Emergência, o governo de João Lourenço deve reforçar as medidas de protecção a favor das populações, tais como: enquanto durar a quarentena obrigatória domiciliar, o governo deve fornecer bens de prima necessidade as familias vulneráveis que estão acima dos 50%; o governo deve fornecer regularmente, água potável; deve fornecer energia eléctrica; essas medidas e outras que  o mesmo achar que devem ainda fazer parte como reforço será sempre bem vindo. Havendo essas condições com regularidade, o Estado por meios das suas Instituições deve fazer cumprir as normas, exigindo a permanência do povo em casa e quem assim não o fizer pagará as consequências. O Estado deve encerrar as praças informais para o maior controlo da Pandemia.

O Estado deve procurar soluções de testagens  rápidas a toda à população;  entende-se que não custe pouco, mas o Estado é Estado e pode sim! O Estado deve negociar com todos os Marimbondos a fim de auxiliarem o País nesse momento e o dia depois. O Estado deve proteger os agentes de saúde, de segurança pública, dos bombeiros, jornalistas e todos aqueles que de forma directa lhe dão com os pacientes; o Estado deve fornecer máscara para todos angolanos dentro dos próximos dias. Hoje, está provado que a máscara protege a infecção, quando se está na rua em contacto com outras pessoas. As fronteiras devem estar fechadas a tempo indeterminado: aéria, maritima, (excepto navios alimentar e de saúde), terreste, sem brincadeiras!

Não se pode desdenhar os casos existentes no País, pensando serem poucos e que poderão baixar e desaparecerem  sem esforço. Para que se consiga ter o controlo da Pandemia, exigirá esforço comum, trabalho de equipa, concerto de ideias de todos os filhos de Angola, humildade da parte do Presidente em saber ouvir a oposição, a sociedade civil para que as mesmas ideias fossem implementadas com sucesso no confronto desse mal. Nesse momento, não existem adversários senão o Covid-19; existem nacionalistas preocupados com o bem estar dos angolanos.

Todavia, se houver essas condições criadas pelo Estado e a fiscalização correcta do Estado de Emergência, impondo seus princípios, sempre dentro do respeito dos direitos e liberdades dos cidadãos, pode ser que se possa controlar o Virus. E como os  laboratórios de investigação de saúde de Angola estão atrasados 150 anos em relação os outros do mundo, Angola, antes de tudo, deve “REZAR, ORAR”, Angola, em segundo lugar, vencerá e sairá bem na fita porque poderá calhar com uma vacina pronta, autorizada pela OMS nos próximos mês, junho, julho, agosto, como é o caso do: ( Laboratório de Israel, Australia, Alemanhã, Holanda, Itália, USA, Brasil, Inglaterra…), que servirá pra todos do mundo inteiro e não aquelas que pretendem eliminar os africanos! Quem sabe, o uso da vacina experimental Japonesa AVIGAN( FAVIPIRAVIR ) solicitadas por trinta Países do mundo inclusivo os Estados Unidos da América dentro de semanas possa também ser um meio para Angola?! Até lá, é dever de cada um proteger-se e proteger sua família enquanto o governo repensará novas estratégias de educação e ensino nos próximos anos , apois a Pandemia!

Por Talagongo Okola.

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