Quinta, 19 de Setembro de 2019
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Quinta, 05 Setembro 2019 18:11

Se o dano é o mesmo, porque o tratamento é diferente?

Imaginemos que um muadie entra numa instituição pública, e como é tão "sorteado" encontra o cofre onde essa instituição guarda os kumbus que arrecada. E leva toda massa e passa a "viver uma vida mulata", bem fica já layfado ou podre com as notas verdes.

Então os órgãos vocacionados para dar "carinho" a esses tipos de "sorteados", depois de um trabalho minucioso concluem que o muadie que ficou layfado ou 'podre" com notas verdes foi o responsável que "ajudou" essa instituição pública em gastar o kumbu que guardavam religiosamente. Então trazem essa descoberta ao público.

Mas é "male", ou ao se trazer esse assunto ao público mesmo que ainda não teve um julgamento, para se ter um veredito... bem é errado, se dizer ao público que o muangole x ou y, foi o responsável por "ajudar" a instituição x ou y em gastar os kumbus que guardavam para realizar acções para a materialização "do mais importante é resolver os problemas do povo"?

Mbo, imaginemos que um alto funcionário dessa mesma instituição com acesso facílimo a esses kumbus, que no âmbito de "ajudar" essa instituição "cava" ou "limpa" o cofre da instituição pública onde trabalha e através desse acto "justo" passa ter ou a viver uma vida mulata ou fica já "podre" ou omene bubula com notas verdes.

Então os órgãos vocacionados para dar "carinho" a esses tipos de "sorteados", depois de um trabalho minucioso concluem que o alto funcionário dessa instituição que ficou layfado ou 'podre" com notas verdes foi o responsável que "ajudou" a instituição pública onde trabalha em gastar os kumbus que a mesma guardava religiosamente, para materialização "do mais importante é resolver os problemas do povo " Então essa descoberta depois chega ao público.

Então bana bena ye bic ya nda (os doutores...) dizem em uníssono "violação das coisas escondidas". Mas qual é o mal se "essas coisas escondidas" chegam ao público. Afinal de contas, se o dano que causa quem furta os bens duma instituição e os danos que causa quem comete o peculato... é a mesma. Porque é que no caso de quem comete o peculato... os doutores... invocam a "violação das coisas escondidas" e quando se trata de um furto ou de roubo em nenhum momento se fala da "violação das coisas escondidas".

Com essa atitude se passa a ideia que o errado só é furtar e que o praticar os crimes de colarinho branco são actos magníficos ou actos que se deve elogiar... Mas o que se esquece é que quem cria ou quem promove a criminalidade é na realidade quem desvia fundos públicos que serviriam para construir escolas, hospitais, criar postos de empregos... Pois a ausência das mesmas ou insuficiência das mesmas é o factor primordial que aumenta o índice de criminalidade.

Então porque o mentor da criminalidade é acarinhado?

Se os danos causados por crimes de colarinho branco são na verdade os factores primordiais que criam e incentivam a criminalidade, porque o tratamento que se procura dar aos mesmos é diferente aos que são na realidade produto das acções dos mesmos?

Por Manuel Tandu

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