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Quarta, 24 Junho 2020 23:39

África do Sul iniciará 1º teste de vacinas contra covid-19 da África

Joanesburgo - A Universidade de Oxford iniciou nesta quarta-feira os primeiros testes em humanos na África do Sul para uma potencial vacina contra o novo coronavírus.

O país africano está alinhado com o Brasil nos ensaios clínicos do imunizante produzido pela instituição britânica em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, que começou a ser aplicado no Brasil no estados de São Paulo e no Rio de Janeiro nesta terça-feira.

Participam do teste, realizado em parceria com a Universidade de Witwatersrand, parceira local, 2.000 voluntários de 18 a 65 anos de idade, incluindo alguns pacientes HIV positivos, que serão monitorados por 12 meses após a vacinação para avaliar o alcance da proteção da vacina contra Covid-19.

— Quando 60% da população, especialmente a população adulta, ficar imune, esperamos que a taxa de contágio fique abaixo de 1, o que basicamente significa que o vírus ainda estará presente, ainda circulará, mas sua cadeia de transmissão terá sido interrompida — disse Shabir Madhi, professor de vacinologia na Universidade Wits e líder do teste.

A expectativa de especialistas é que o envolvimento da África do Sul nas testagens garanta que o continente tenha acesso a uma vacina acessível e não seja deixado no fim da fila.

OMS alertou que Áfica pode ser próximo epicentro

A África do Sul é o segundo país fora do Reino Unido a participar dos testes da Oxford depois que o Brasil lançou seu estudo nesta semana. A vacina ChAdOx1 nCoV-19, também conhecida como AZD1222, foi originalmente desenvolvida por cientistas da Universidade de Oxford, que agora estão trabalhando com a AstraZeneca no desenvolvimento e produção.

Existem mais de 4.000 voluntários no Reino Unido. A universidade informou em comunicado nesta quarta-feira que planeja testar essa vacina em 10 mil pessoas.

No Brasil, serão recrutadas 3 mil pessoas, sendo 2 mil em São Paulo, pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e o restante no Rio de Janeiro, onde a Rede D'Or ficará encarregada de coordenar os testes. Nesta etapa, serão selecionados apenas profissionais de saúde ou trabalhadores em atividades de alta exposição ao vírus, como equipes de limpeza de hospitais e motoristas de ambulância.

Um estudo maior da mesma vacina com até 30.000 participantes está planejado nos Estados Unidos a partir de meados de julho.

A África do Sul, que no mês passado iniciou uma redução gradual do bloqueio de coronavírus, tem a maior taxa de infecções no continente, com casos confirmados em mais de 100 mil e mortes em mais de 2 mil.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a África poderia ser o próximo epicentro da pandemia.

— Sinto-me um pouco assustado, mas quero saber o que está acontecendo com esta vacina para poder contar a meus amigos — disse Junior Mhlongo, um voluntário que recebeu a vacina em um hospital em Joanesburgo.

Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos aprovados para a doença causada pelo novo coronavírus, mas mais de uma dúzia de vacinas de mais de 100 candidatos em todo o mundo estão sendo testadas em seres humanos. REUTERS

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