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Quarta, 04 Setembro 2019 13:24

Nova refinaria no Soyo é positiva mas vai demorar anos até começar a funcionar - Economist

A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) considerou hoje que o anúncio de uma nova refinaria de petróleo no município do Soyo, província do Zaire, é positivo, mas alerta que o processo vai demorar anos até entrar em funcionamento.

"A refinaria de Luanda, com uma capacidade de produção de cerca de 60 mil barris por dia, é a única refinaria de Angola, e serve apenas 20% das necessidades do país", escrevem os analistas, vincando que "o empenho em expandir a capacidade de refinação nacional e reduzir a dependência das importações, cujos custos dispararam com a desvalorização do kwanza, é positivo".

Num comentário sobre o anúncio do lançamento da nova refinaria, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os peritos da unidade de análise da revista britânica The Economist alertam, no entanto, que "vai demorar algum tempo até que as refinarias de Cabinda e de Soyo estejam operacionais".

O concurso para a refinaria de Cabinda começou em janeiro de 2017 e demorou 18 meses até o contrato de construção ser atribuído, e a construção demorará vários anos", por isso, "se a refinaria do Soyo realmente for para a frente e seguir estes prazos, pode demorar vários anos até estar operacional".

O pré-anúncio sobre a refinaria no Soyo, feito pelo Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos (MIREMPET), a que a Lusa teve acesso, refere que o concurso será lançado “no decurso do ano corrente”.

O ministério comunicará "em breve" o calendário para apresentação do projeto e a data de lançamento do concurso, incluindo o programa e o caderno de encargos, adianta-se no documento divulgado no final de agosto.

A nova refinaria de petróleo do Soyo terá uma capacidade de processamento até 100 mil barris de petróleo bruto por dia, segundo uma fonte oficial.

Com a construção de três novas refinarias (Soyo, Cabinda e Lobito) e a requalificação da instalação de Luanda, que data dos anos 1960, para poder triplicar a produção de gasolina, Angola terá capacidade para cobrir a procura interna anual e dos próximos dez a 20 anos, adiantou a mesma fonte.

A construção da refinaria de Cabinda, que deverá ter uma capacidade diária de produção de 60 mil barris de petróleo bruto, foi adjudicada ao consórcio United Shine, com 90% do capital social, em parceria com a Sonangol Refinação - Sonaref (10%).

A refinaria do Lobito, na província angolana de Benguela, no litoral sul do país, num investimento inicial de 10.000 milhões de dólares (8.700 milhões de euros), prevê o processamento diário de cerca de 200 mil barris de crude, criando 10 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

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