Há 47 anos eram excessivamente modestos e simples no vestir, andar, falar, até nos trejeitos. Desprovidos de sinais exteriores de riqueza, não exibiam ouros, mascotes e outros adereços, e andavam seriamente preocupados com os problemas do povo.
Os exemplos vêm de cima, diz o ditado. Quando as “primeiras “famílias do país dão mostras de desestruturação, podemos imaginar o que se passa na base e quão profunda é a crise dos valores familiares.
Andam algumas mensagens muito sensatas, pelas redes sociais, sobre a situação do funeral (ou ausência dele) do antigo presidente de Angola, o Eng. José Eduardo doas Santos (JES). Acabo de ver uma dessas mensagens, na carta aberta do intelectual José Luís Mendonça ao PR actual, sobre a vigência de uma justiça selectiva tão evidente que é impossível negá-la, a que se poderia pôr cobro, para se enterrar, condignamente JES e iniciarmos, agora e definitivamente, uma nova vida.
Depois de receber o poder de bandejas, depois de tudo montado pelo José Eduardo dos Santos, que Deus o tenha no seu Reino, João Lourenço tirou a capa, mostrou seu verdadeiro ser. Anteriormente, sua conduta era de fachada, era de obediência extrema a tudo que José Eduardo dissesse; era uma conduta hipócrita, era um fingimento a 360°.
Angola é uma potência regional e isso dá-se não simplesmente pelo seu crescimento econômico, recursos minerais e naturais e posição geo-estratégica, mas dá-se também pela sua alta preparação técnico-militar e seu poder bélico, que tem crescido muito e significativamente nos últimos 15-20 anos, isto directa ou indirectamente representa um factor determinante e essencial para a manuntenção da paz na Região dos Grandes Lagos e no Continente em geral.