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Quarta, 20 Mai 2015 14:58

Privados autorizados a procurar metais preciosos em duas províncias de Angola

O Governo angolano aprovou um investimento privado para a prospeção de metais raros e preciosos nas províncias do Huambo e do Bié, no centro do país, que se poderá prolongar por sete anos.

A informação consta de um despacho assinado pelo ministro das Geologia e Minas de Angola, Francisco Queiroz, de 06 de maio e ao qual a Lusa teve hoje acesso, documento que autoriza o contrato de investimento celebrado pela concessionária nacional para o setor mineiro, Ferrangol, e os investidores privados da Ozango Minerais.

A atividade de prospeção será desenvolvida numa superfície aproximada de 3.670 quilómetros quadrados, entre os municípios da Caála, Longonjo, Katabola e Ukama, nas províncias do Huambo e do Bié.

Uma vez concluída a fase de prospeção e avaliação, que decorrerá num período de entre cinco a sete anos, seguir-se-á, caso haja interesse do grupo privado e autorização do Estado, a fase de exploração, cujos direitos mineiros poderão permitir a atividade até 35 anos, estabelece o mesmo despacho.

A implementação do Programa de Diversificação da Indústria Mineira, recorda o documento, insere-se nas prioridades de governação em Angola até 2017, numa altura em que as receitas angolanas continuam centradas no setor do petróleo.

Em setembro último, numa entrevista à agência Lusa, em Luanda, o ministro da Geologia e Minas afirmou que a produção industrial de ouro e outros metais preciosos no país, atualmente com projetos em fase de prospeção, deverá arrancar depois de 2017.

De acordo com Francisco Queiroz, o levantamento geológico-mineiro que está em curso em todo o país vai também permitir obter "muita informação" sobre localização potencial de ouro em Angola.

"O ouro será seguramente um dos minerais que vai surgir no mapa geológico de Angola, entre outros", apontou, admitindo que o país tem o objetivo de se tornar "num dos principais" produtores no continente africano.

LUSA

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