Sexta, 19 de Agosto de 2022
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O Presidente João Lourenço disse hoje, no início do encontro com o Conselho da Republica, órgão consultivo com o qual está hoje reunido, que pretende convocar as eleições gerais para 24 de agosto de 2022.

Os membros do comité central do MPLA, partido no poder em Angola, vão hoje proceder à votação de uma resolução sobre alterações de ajustamentos na lista de candidatos à Assembleia Nacional, divulgada na semana passada.

O presidente da UNITA disse hoje quer apresentar na próxima semana a lista de candidatos às eleições de agosto, uma escolha que devera refletir "a pluralidade que [o partido] tem estado a partilhar com a sociedade civil”.

O Secretariado Geral da Igreja Evangélica Baptista em Angola (IEBA) proibiu, através de um comunicado dirigido à congregação e à liderança da denominação religiosa no país, o uso dos seus púlpitos para fins de propaganda política no quadro das eleições gerais de Agosto próximo, tendo recomendado “prudência” todas as vezes que se conceder a palavra aos políticos durante os cultos.

Jurista ouvido pelo Jornal OPAÍS esclareceu que os líderes da Frente Patriótica Unida (FPU) podem estar sujeitos à suspensão de toda actividade política caso continuarem a exercer actividades políticas em nome daquela organização que não está reconhecida pelo Tribunal Constitucional.

O antigo primeiro-ministro angolano Marcolino Moco disse hoje que Angola precisa de um modelo de Estado “que reconheça a diversidade dos povos” e não que centralize o poder, criticando a “exclusão que persiste” no país desde a independência.

A solução tecnológica eleitoral para centro de escrutínio e a versão definitiva do ficheiro informático dos cidadãos maiores, para as eleições angolanas de agosto próximo, vão ser alvo de "auditoria externa independente", anunciou hoje o presidente da CNE.

Os partidos angolanos vão, este ano, contar com uma plataforma dedicada para fazer o agendamento prévio da entrega das suas candidaturas às eleições gerais de 2022, que serão recebidas e validadas pelo Tribunal Constitucional (TC).

A UNITA, oposição angolana, denunciou hoje a existência de cerca de 15.000 “supervisores logísticos estranhos” às eleições gerais previstas para agosto, cuja “idoneidade, nacionalidade e identidade são desconhecidas” pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) angolana.

O diretor do gabinete dos partidos políticos do Tribunal Constitucional de Angola disse hoje que a Frente Patriótica Unida (FPU), plataforma que congrega partidos e movimentos da oposição, não pode candidatar-se às eleições gerais nem realizar atos político-partidários.

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