Filha do primeiro Presidente de Angola e os filhos contestam a apreensão dos activos, alegando violação dos direitos de defesa, no âmbito de um processo judicial que envolve o empresário Carlos de São Vicente.
O presidente da UNITA (oposição) disse hoje que a Constituição de Angola “não é democrática” e que gera instabilidade no país, sublinhando que o seu partido é contra uma revisão constitucional para alargar mandatos presidenciais.
A poucos meses de Angola ir a eleições, o Presidente João Lourenço encontra-se na reta final do segundo e último mandato permitido pela Constituição. Quando, esta quinta-feira, subiu ao púlpito da Assembleia Nacional para o discurso do Estado da Nação, fê-lo pela última vez.
O PRA-JA-Servir Angola está a institucionalizar as direcções provinciais e municipais de "Defesa e Controlo do Voto", medida que, segundo a direcção do partido, visa intensificar a preparação política, bem como a fiscalização do processo de voto em todos os níveis e locais do País, tendo em vista a realização das eleições de 2027.
O Presidente da República de Angola, João Lourenço, exortou hoje a oposição a desbloquear o impasse na Assembleia Nacional para a criação do Poder Local no país.
O chefe de Estado falava na abertura do novo ano parlamentar, na habitual mensagem sobre o Estado da Nação, na qual frisou que a criação de municípios eleitos está dependente do consenso parlamentar.
"Compete aos deputados, aos diferentes grupos parlamentares fazerem o esforço difícil, mas possível, de ultrapassar o impasse", afirmou.
João Lourenço pediu a aproximação de posições para o encerramento do processo que tem oposto o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), partido do Presidente da República em maioria no parlamento, ao principal partido da oposição, a UNITA (União Nacional para a Libertação Total de Angola).
O chefe de Estado defendeu que "o país precisa de criar e implantar o poder autárquico" e lembrou que levou ao Conselho da República, a 22 de março de 2018, a proposta da sua criação.
Posteriormente, o executivo submeteu à Assembleia Nacional um pacote legislativo autárquico com 13 propostas de lei.
Destas, os deputados aprovaram dez em plenária, faltando apreciar e aprovar apenas três e um projeto de lei de iniciativa de um partido político com assento parlamentar (UNITA), indicou.
"O essencial do trabalho está feito", enfatizou.
Segundo disse, persiste, contudo, "um impasse quanto à realização faseada ou simultânea das eleições autárquicas em todos os municípios".
Na opinião do Presidente angolano, "para um país que pretende realizá-las pela primeira vez, do ponto de vista da organização, torna-se difícil, se não mesmo inviável, "haver eleições autárquicas gerais".
João Lourenço referiu que a aprovação das leis deste pacote legislativo autárquico não carece de uma maioria qualificada de dois terços, bastando apenas a aprovação por maioria absoluta.
"O MPLA possui essa maioria, não sendo, no entanto, muito recomendável que uma matéria desta delicadeza seja aprovada por um só partido e aplicada por um executivo", afirmou.
O chefe de Estado vincou que compete aos deputados fazer o esforço de ultrapassar o impasse para que о Presidente da República volte a levar este assunto, já desbloqueado, ao Conselho da República.
O principal partido da oposição em Angola, a UNITA, contestou hoje a eleição do Presidente da República e da Assembleia Nacional num único boletim de voto e pede alterações, a menos de um ano de eleições gerais.
Líder do PRA-JA Servir Angola critica o desempenho dos media públicos, questiona a independência da CNE e dos tribunais e alerta para falhas no apuramento e na publicação dos resultados.
O ativista angolano Luaty Beirão disse hoje recear que a falta de transparência das eleições de 2027 volte a gerar tensões em Angola, admitindo que a contestação pode chegar à violência face à falha das instituições perante os cidadãos.
O antigo secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Marcolino Moco, acusou os serviços secretos de controlarem a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) em benefício do Presidente da República e do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).
Títulos de maior impacto em estilo mais jornalístico: Angola prevê concluir dentro de um ano a estratégia nacional de combate à corrupção, faltando apenas executar 10% das atividades previstas no plano iniciado em 2024, anunciou hoje a comissão responsável.
O Presidente angolano, João Lourenço, faz ao país, a 15 de outubro, na abertura do novo ano parlamentar, o último discurso sobre o Estado da Nação antes do final do segundo mandato e último presidencial, foi hoje anunciado.
Duas pessoas morreram e centenas de familias estão ao relento no município angolano do Sequele após a demolição das suas casas pelas autoridades locais, disserem hoje moradores ouvidos pela Lusa.
Presidente da UNITA recorre a um orçamento familiar na periferia de Luanda para criticar a política económica do Governo e defende uma governação que "ponha o povo dentro da calculadora"
LUANDA — Partidos da oposição defenderam, em Luanda, a adopção de mecanismos independentes de fiscalização do registo eleitoral e do apuramento dos resultados das eleições gerais de 2027, numa iniciativa que colocou a transparência, a confiança e a prevenção de conflitos no centro do debate político.