Segundo Luaty Beirão, o diálogo político é essencial para evitar novas tensões no país e devolver esperança aos cidadãos, mas deve ser liderado por entidades ou figuras independentes, capazes de garantir credibilidade e inclusão. Para o ativista, esperar pela realização de eleições que considera já marcadas por fraude seria um erro. “O processo deve começar agora”, defende, acrescentando que muitos angolanos já não se sentem motivados a participar em eleições que classifica como um “teatro político”.
As declarações surgem na sequência da proposta de Adalberto Costa Júnior, que apelou à construção de um pacto de estabilidade assente no diálogo político, na confiança entre os atores institucionais e no respeito rigoroso pelas regras democráticas.
O líder da UNITA tem sublinhado que a estabilidade nacional não deve restringir-se aos períodos eleitorais, mas traduzir-se na edificação de um verdadeiro Estado ao serviço dos cidadãos, com instituições credíveis, reformas profundas, eleições livres e transparentes e respeito pela vontade popular como base para a paz duradoura e o desenvolvimento sustentável de Angola.

